Acabou a espera: a maior empresa de petróleo do mundo, a Saudi Aramco, deu início neste domingo (dia 3) ao seu processo de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), que tem tudo se tornar o maior da história.

De quem é a Saudi Aramco? A companhia pertence ao governo da Arábia Saudita, que é o maior produtor mundial de petróleo. Eram suas as instalações que sofreram ataques de drones em setembro, que levaram à escalada das cotações da matéria-prima. Mas hoje já está tudo normalizado e os preços cederam dos níveis mais elevados.

Quais os números da oferta? Como a empresa colocará ações à venda na bolsa local, que tem transparência reduzida, poucos números foram tornados públicos — diferentemente do que acontece no mercado americano ou brasileiro. Não se sabe nem mesmo a data da estreia em bolsa nem a faixa de preço indicativa para os papéis ofertados.

Será realizado um roadshow (apresentação de números e informações) a investidores nos próximos dias. Um prospecto com mais informações sobre a companhia deve ser divulgado no próximo dia 9.

Banqueiros envolvidos na operação dizem que a Saudi Aramco deve ter um valor de mercado aproximado de US$ 1,5 trilhão.

Fontes disseram à agência Reuters que o governo saudita deve colocar à venda apenas de 1% a 2% das ações da Saudi Aramco, o que seria suficiente para levantar algo entre US$ 20 bilhões e US$ 40 bilhões. O recorde de maior IPO da história pertence ao grupo chinês de tecnologia Alibaba, que movimentou US$ 25 bilhões em 2014.

Se o governo saudita só quer vender uma fração pequena da empresa, por que abrir o capital? O negócio faz parte da estratégia do governo de diversificar as fontes de riqueza do país para além do petróleo. O dinheiro arrecadado com a oferta de ações deve ser utilizado para investimento em áreas não relacionadas à energia.

O que mais foi divulgado neste domingo? A Saudi Aramco produziu um em cada oito barris de petróleo do mundo entre 2016 e 2018 — ou seja, o equivalente a 13% da produção global.

No terceiro trimestre, a companhia obteve um lucro líquido de US$ 21,1 bilhões. Para efeito de comparação, uma das maiores petrolíferas do mundo ocidental, a ExxonMobil, teve ganho de US$ 3 bilhões no mesmo período.

(Com a Reuters)

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