A Petrobras reportou um inesperado prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre, em resultado afetado por itens não recorrentes, como adesão a programa de anistia tributária, informou a petroleira nesta quarta-feira (28).

Pela projeção da Refinitiv, a Petrobras deveria ter tido lucro de R$ 736 milhões no período.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação ajustado (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 33,4 bilhões, versus R$ 32,6 bilhões no mesmo período do ano passado.

“Destacamos a aprovação da adesão aos programas de anistia tributária afetando tanto o lucro líquido quanto o Ebitda ajustado, e o prêmio pago na recompra de títulos, que afetou apenas o lucro líquido”, disse a estatal.

Excluindo os itens não recorrentes, “teríamos um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões”, acrescentou a empresa. No mesmo período do ano passado, a empresa lucrou cerca de R$ 9 bilhões.

Segundo a Petrobras, os ganhos com maiores volumes de vendas de petróleo e derivados e maiores preços do Brent foram mais do que compensados por despesas financeiras.

Na semana passada, a Petrobras havia informado aumento na produção do terceiro trimestre e uma melhora no mercado de derivados.

A Petrobras informou no início de outubro que concordou em pagar R$ 1,9 bilhão para encerrar contingências de R$ 3,9 bilhões com os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que pesou nos resultados.

Além disso, a empresa também registrou maiores despesas de prospecção, principalmente decorrente de baixa do bônus de assinatura do bloco de Peroba.

Nos primeiros nove meses do ano, o fluxo de caixa livre atingiu US$ 16,4 bilhões.

“O forte desempenho permitiu reduzir nossa dívida bruta de US$ 87,1 bilhões, em 30 de dezembro de 2019, para US$ 79,6 bilhões, em 30 de setembro de 2020”, afirmou.

“Este valor está abaixo da nossa meta anterior de manutenção do mesmo nível de dívida do último ano, dado o cenário hostil”, afirmou.

Mais cedo nesta quarta-feira, a Petrobras informou que seu conselho de administração aprovou uma revisão da política de remuneração aos acionistas com o objetivo de permitir que a administração da estatal proponha pagamento de dividendos mesmo em exercícios em que não for apurado lucro contábil.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).