RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras não vê espaço para reduzir a sua dívida bruta substancialmente abaixo dos 60 bilhões de dólares, patamar que planeja atingir ainda neste ano, afirmou nesta quinta-feira o diretor-executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo.

Araujo destacou que entre 25 bilhões e 30 bilhões de dólares da dívida estão relacionados a arrendamentos, como de plataformas de produção de petróleo e equipamentos submarinos. Dessa forma, “é uma dívida que tem uma característica muito mais de suporte à operação do que de dívida financeira tradicional”.

“Quando olha para essa métrica de 60 bilhões de dólares e olha os indicadores, seja de… capacidade de a companhia gerar caixa operacional versus o que ela paga de juros, seja os indicadores de alavancagem olhando a geração de caixa operacional, a gente vê que não tem espaço muito grande para trazer essa dívida para algo substancialmente abaixo de 60 bilhões”, afirmou em entrevista a jornalistas.

A meta de 60 bilhões de dólares de dívida bruta estava prevista para o próximo ano e foi antecipada para o fim de 2021, após fortes resultados no segundo trimestre.

A dívida bruta da empresa atingiu 63,7 bilhões de dólares ao fim de junho, uma queda de 27,5 bilhões de dólares ante o mesmo período do ano passado.

“Quando a gente olha um horizonte mais longo, e a gente olha horizonte do nosso plano estratégico 2021-25, a gente sabe que a companhia trabalha com essa meta de manter a nossa dívida (bruta) nos 60 bilhões (de dólares), eventualmente em momentos pontuais pode chegar um pouco abaixo”, afirmou Araujo.

O executivo adicionou que é saudável ter algum tipo de alavancagem financeira.

(Por Marta Nogueira e Gram Slattery)

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