Os ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde definiram em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (19) medidas destinadas à prevenção à Covid-19 nas atividades desenvolvidas na indústria frigorífica e de processamento de carnes.

Abaixo, um resumo das principais regras impostas aos frigoríficos:

  • No interior das indústrias, o distanciamento entre os funcionários deverá ser de pelo menos um metro, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
  • Se essa distância não puder ser implementada, os trabalhadores devem usar máscaras cirúrgicas além dos equipamentos de proteção individual (EPI), e serem instaladas divisórias impermeáveis entre esses funcionários.
  • Devem ser reforçados os cuidados nos refeitórios, nos vestiários e no transporte dos trabalhadores
  • Afastamento imediato por 14 dias dos funcionários que tiverem casos confirmados, suspeitos ou contactantes de confirmados de Covid-19.
  • As instalações devem dar preferência à ventilação natural e, se o ambiente for climatizado, deve ser evitada a recirculação do ar.
  • Trabalhadores devem ser orientados para a necessidade de higienização correta e frequente das mãos.

Pela portaria, não deverá ser exigida a testagem laboratorial de todos os trabalhadores como condicionante para retomada das atividades.

Contexto: Algumas fábricas de grandes empresas chegaram a ser fechadas devido ao aumento de casos de coronavírus. No momento, uma planta avícola da JBS, em Trindade do Sul (RS), segue parada desde a semana passada. Já a BRF, que teve sua unidade de suínos e aves de Rio Verde (GO) parada no início de junho, deverá reabrir a fábrica na próxima segunda-feira.

Ao mesmo tempo em que enfrenta a pandemia, o Brasil tem mantido forte suas exportações de carnes, para atender uma crescente demanda da China.

(Com Reuters)

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