A pandemia impulsionou as vendas digitais no país. Para suportar esse crescimento, as empresas precisaram investir muito em logística. A 5ª edição da pesquisa Logistics Trend Radar, realizada pela DHL e divulgada com exclusividade ao 6 Minutos, mostra o que é tendência nesse mundo que é invisível aos olhos do comprador.

Algumas das tendências para o setor são o uso de inteligência artificial, robótica, aposta em processos sustentáveis e futuro do trabalho. Veja abaixo:

  • Crescimento do e-commerce: com a pandemia, lojas precisaram apostar no digital para continuarem a vender;
  • Sustentabilidade: se mostra indispensável para reduzir desperdícios, alavancar novas técnicas de propulsão e otimizar instalações em busca de uma logística menos agressiva ao meio ambiente;
  • Computação quântica, blockchain e logística espacial: estes sinalizam novos nichos para os provedores solucionarem problemas em larga escala e criarem serviços;
  • Futuro do trabalho: apesar do setor não costumar adotar novos conceitos de trabalho, esta tendência se mostrou forte na pesquisa deste ano. A vice-presidente de Inovação da DHL Américas, Gina Chung diz que “a escassez de mão de obra e talentos está levando as empresas a se tornarem mais inovadoras. Esses recursos foram importantes também, pois permitiram que parte dos trabalhadores fizessem suas atividades de casa, ajudando as empresas a manter as operações e a saúde de sua equipe”.
  • Adoção de novas tecnologias: automação física inteligente, ferramentas de visibilidade com base em Internet das Coisas e recursos de Inteligência Artificial vão fazer com que as empresas se destaquem no mercado.

Qual o impacto da pandemia na logística? Chung afirma que a pandemia acelerou a transição de lojas para o e-commerce. “No Brasil, tivemos clientes que chegaram a triplicar o volume de vendas por este canal durante a pandemia. Graças à possibilidade de comércio eletrônico e nossa capacidade de permitir a transição das operações de nossos clientes para este modelo, as empresas ainda podem operar”, afirmou.

Chung também diz que, além do e-commerce, que tinha um crescimento esperado no cenário atual, houve maior investimento na digitalização da cadeia de suprimentos – que envolve todo o gerenciamento desde a fabricação do produto até a entrega para o consumidor final.

“À medida que entrávamos em bloqueio, as empresas precisavam encontrar maneiras de gerenciar digitalmente sua organização para que as operações sem contato e sem papel se tornassem uma prioridade, apenas para citar um exemplo. Também vimos uma adoção acelerada de ferramentas de visibilidade e controle, desde o recebimento e armazenagem até o transporte e entrega final, para manter as cadeias de suprimentos funcionando e navegar pelas disrupções”, explica.

Para ter sucesso no setor, a pesquisa aponta ser fundamental modernizar todos os pontos da cadeia, desde o começo da jornada do cliente até a entrega do produto para ter vantagem competitiva no mercado.

O que vem pela frente? O vice-presidente Sênior e Head Global de Inovação e Desenvolvimento Comercial da DHL, Matthias Heutger, diz que “o próximo grande desafio será a preparação da força de trabalho logístico para o futuro, por meio de treinamento e qualificação em operações cada vez mais sofisticadas em relação à tecnologia. Isso terá um papel central nas agendas estratégicas das organizações da cadeia de suprimentos nos próximos anos”.

Segundo a pesquisa, veículos autônomos e drones, que são fortes tendências no setor, ainda enfrentam desafios de implementação, tanto legislativos e técnicos como de aceitação social.

Por que a logística é importante? Chung diz que a pandemia mostrou para o mundo que o setor é a “espinha dorsal” de qualquer economia para manter o fluxo de mercadorias – incluindo itens essenciais durante a pandemia, como remédios e insumos hospitalares. “O Brasil é extremamente importante no setor de logística, pois não é apenas um dos maiores mercados do mundo, mas também está no centro de muitos investimentos e operações da cadeia de suprimentos para a DHL e nossos clientes”, afirma Chung.

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