Montadoras repensam o automobilismo fundamentalmente para a era da eletricidade, tanto que até mesmo a equipe que domina o circuito mais importante deve explorar novos caminhos.

A Mercedes-Benz venceu os últimos sete campeonatos de Fórmula 1, mas a controladora Daimler está reduzindo sua participação na equipe. Embora a F-1 continue valiosa do ponto de vista da imagem, a Daimler agora pode obter mais retorno para seus investimentos em marketing, enquanto a unidade de corrida também busca aumentar sua própria receita fora das pistas de corrida internacionais.

A Mercedes-Benz Grand Prix planeja vender mais serviços de engenharia para clientes externos. Utilizando sua experiência na otimização da aerodinâmica e eficiência do motor, bem como na análise de dados complexos, a empresa com sede em Brackley, na Inglaterra, visa triplicar a receita de sua unidade de ciência aplicada para 100 milhões de libras (US$ 135 milhões) até 2025. Todo o empreendimento é preparado para dar lucro em dois anos, disse o CEO Toto Wolff.

“Na Fórmula 1, tudo gira em torno da velocidade de entrega, e nossa velocidade de entrega de soluções técnicas que sejam competitivas e seguras é algo que pode ser aplicado em uma ampla variedade de áreas”, disse Wolff em entrevista.

A Mercedes é uma das organizações de corrida mais bem-sucedidas do mundo. Seu piloto estrela, Lewis Hamilton, ganhou seis campeonatos de F-1 desde 2014, com o sétimo indo para seu ex-companheiro de equipe, Nico Rosberg. O domínio enfrenta um novo teste no próximo ano, quando os limites de custo entrarem em vigor para renovar a competição e tornar as corridas de Fórmula 1 mais sustentáveis.

A Mercedes-Benz não divulga todos os gastos com as operações da F-1. Mas a Daimler estima que o negócio gerou mais de US$ 1,5 bilhão em valor de publicidade equivalente no ano passado, com base em uma audiência total de televisão de 1,9 bilhão de pessoas. O CEO Ola Kallenius vê isso como um valioso laboratório de testes para a tecnologia de motor híbrido.

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