TÓQUIO (Reuters) – Taro Aso, ministro das Finanças japonês de saída, disse nesta segunda-feira que propôs reduzir a meta de inflação de 2% do Banco Central quando os preços foram abalados pela queda brusca do valor do petróleo entre 2014 e 2015.

Aso, que comandou a pasta durante quase nove meses, disse que o tombo dos preços do petróleo foi um dos principais impedimentos para o governo declarar o fim da deflação.

“Propus ao presidente Kuroda que, com os preços do petróleo caindo tanto, seria difícil atingir uma inflação de 2% e que a meta deveria ser reduzida em algum momento”, disse Aso em sua última coletiva de imprensa como ministro das Finanças em referência ao chefe do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda.

“Mas o presidente disse que faria seu melhor para atingir a meta”, explicou Aso, acrescentando que os formuladores de política monetária precisam “esmiuçar em algum momento” por que a meta de inflação de 2% do banco central não foi alcançada.

Os comentários destacam como governo e parlamentares se distanciaram da meta do banco anos atrás, apesar das garantias do banco central de que atingi-la era possível mantendo ou elevando o estímulo.

Aso se envolveu profundamente em negociações com o banco central japonês quando este, sob pressão política para adotar uma postura mais firme contra a deflação, estabeleceu com relutância uma meta de inflação de 2% em janeiro de 2013 sob o comando do então presidente Masaaki Shirakawa.

(Por Takaya Yamaguchi e Leika Kihara)

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