O Mercado Pago, braço de serviços financeiros do Mercado Livre, criou uma linha de crédito de R$ 600 milhões para pequenos negócios no Brasil.

“Vamos retomar a originação com mais intensidade com o objetivo de apoiar nossos vendedores, na sua maioria micro e pequenos negócios”, afirmou Pedro de Paula, chefe de Crédito do Mercado Livre no Brasil. “Queremos ajudá-los a atravessar este difícil momento e contribuir para preservar empregos.”

Na semana passada, o Sebrae, divulgou uma pesquisa mostrando que 60% dos pequenos empreendedores do país afirmaram não ter conseguido crédito desde o início da crise.

Para o Mercado Livre, que tem ampliado a oferta de serviços financeiros para fidelizar empresas, manter a viabilidade econômica desse ecossistema é vital para a sustentabilidade do próprio grupo.

Segundo o presidente do Mercado Pago, Tulio Oliveira, a linha de crédito que está sendo costurada pelo governo federal com bancos não deve ser suficiente para ajudar os muitos pequenos, já que se dirige a empresas com faturamento anual entre 300 mil e 10 milhões de reais por ano, para pagar salário.

“Há muitas empresas menores que não se enquadram nessa categoria e que têm necessidades diversas”, disse Oliveira à Reuters, acrescentando que está participando de discussões com esferas do governo para tentar aprimorar o apoio a microempreendedores.

De acordo com Oliveira, depois da forte retração inicial das vendas por causa da crise, o Mercado Livre vem observando uma retomada nas últimas duas semanas, em particular dos negócios que conseguem vender por meios eletrônicos. “Os demais estão em processo de aprendizado”, disse.

Coronavoucher

Segundo Oliveira, o Mercado Pago e outras plataformas digitais de serviços financeiros também estão pleiteando para que o governo permita que o pagamento do auxílio emergencial de 600 reais mensais a pessoas em condição econômica mais vulnerável também seja feito por esses canais.

O benefício começou a ser pago na semana passada por meio do banco estatal Caixa Econômica Federal.

“Cerca de 70% do público que recebe auxílio já é cliente das plataformas de pagamentos digitais”, disse Oliveira.

(Com Reuters)

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