O Mercado Livre mais do que dobrou suas receitas no segundo trimestre, uma vez que seguiu se beneficiando do seu foco em América Latina, a região onde o comércio eletrônico mais cresce no mundo, ainda na esteira dos efeitos da pandemia.

O maior portal latino-americano de comércio eletrônico e pagamentos anunciou nesta quarta-feira (4) que teve receita líquida de US$ 1,7 bilhão entre abril e junho, alta de 102,6% sobre um ano antes.

Tal desempenho supera as projeções de analistas, que, na média, apontavam receita de US$ 1,48 bilhão no período, segundo estimativas compiladas pela Refinitiv.

A companhia também revelou lucro líquido de US$ 68,2 milhões no segundo trimestre, alta de 22% sobre o valor divulgado para um ano antes.

Os números reforçam a percepção de especialistas de que, mesmo com a gradual retomada do varejo físico na América Latina, à medida que as campanhas de vacinação avançam na região, parte da migração das vendas para canais online vieram para ficar.

No fim de junho, a base total de usuários únicos do Mercado Livre era de 75,9 milhões, alta de 47,4% em 12 meses.

No segundo trimestre, o volume de vendas (GMV) do Mercado Livre foi de US$ 7 bilhões, com expansão anual de 39,2% em dólar, movimento puxado por Brasil, Argentina e México, três dos cinco mercados onde o comércio eletrônico mais crescem no mundo, segundo pesquisa da consultoria eMarketer.

No Brasil, seu principal mercado, a receita líquida da companhia cresceu 101% em moeda constante, representando 55,9% da receita líquida total.

As receitas também foram turbinadas pelo braço financeiro Mercado Pago, que processou US$ 17,5 bilhões em pagamentos no trimestre, alta de 56,3%, com a transações fora do Mercado Livre chegando a US$ 10,3 bilhões, avanço de 70,5%. O Mercado Pago representa 34,4% do faturamento da empresa no país.

(Por Aluísio Alves; edição Paula Arend Laier)

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