A produção de etanol de cana e milho do centro-sul do Brasil registrou um novo recorde na temporada 2019/20, meses antes do final oficial do ciclo, em março, com usinas ampliando a produção do combustível e destinando menos matéria prima para fabricar açúcar, informou nesta terça-feira a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

O que explica a marca histórica? Colaboraram para o recorde uma moagem de 5% maior no acumulado da safra até o final de novembro, para 575,3 milhões de toneladas, além de um crescimento da produção de etanol de milho, destacou a Unica.

Ainda que atualmente já não exista muita cana disponível nos campos, o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, disse que até o final de dezembro a moagem pode alcançar 580 milhões de toneladas. “Mas o resultado da atual temporada depende do volume a ser processado entre janeiro e março de 2020”, destacou ele.

Qual é o tamanho da alta na produção? No acumulado da safra 2019/2020, as usinas da região centro-sul fabricaram 31,72 bilhões de litros de etanol, sendo 30,83 bilhões de litros do biocombustível de cana e 889,75 milhões de litros feitos a partir do milho.

Na safra passada (o recorde anterior), a produção total de etanol de cana na temporada somou 30,16 bilhões de litros, e a de milho, de uma indústria em ascensão, 791,4 milhões de litros.

Como estão os números do açúcar? A produção de açúcar no acumulado da safra 2019/20 do centro-sul do Brasil cresceu 2,2% ante o mesmo período da temporada anterior, para 26,4 milhões de toneladas até a segunda quinzena de novembro, informou a Unica.

Com a safra caminhando para o seu final, usinas destinaram apenas 23,06% da cana para a produção de açúcar na segunda quinzena de novembro, e a fabricação do adoçante somou apenas 337 mil toneladas no período, queda de 36,7% ante a mesma época do ano passado.

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