Louis Vuitton, Cartier e Prada estão unindo forças para oferecer uma solução em blockchain para os clientes que buscam um selo extra de autenticidade para os produtos que estão comprando destas marcas.

A aliança entre as maiores produtoras de bens de luxo do mundo para disponibilizar a solução em blockchain também vai possibilitar que os produtos sejam rastreados de forma transparente.

A tecnologia de blockchain é uma forma digital de certificar uma transação. Os certificados existem há muito tempo na indústria, mas com a reputação do blockchain, de não ser fácil de ser hackeado, vai funcionar melhor para as empresas.

As falsificações fazem com que o mercado de marcas de luxo percam bilhões de dólares. O comércio global de produtos falsificados deve chegar a US$ 991 bilhões até 2022, quase o dobro do registrado em 2013, segundo a empresa de pesquisas Frontier Economomics. A estimativa inclui bens de luxo, produtos de consumo e outras categorias, como farmacêuticos.

O projeto, chamado de Aura Blockchain, deve se desenvolver com o passar do tempo, principalmente por ser uma tecnologia ainda nova, diz o CEO da Cartier, Cyrille Vigneron. A Cartier já testou uma das ferramentas com a devolução de produtos online, que permite que os vendedores tirem uma foto e façam o upload no blockchain para provar que a condição do produto não foi alterada entre o momento em que a pessoa recebeu a compra em casa e devolveu à marca.

“É uma coisa simples, mas vai reforçar a confiança entre as duas partes”, diz Vigneron. O CEO da Cartier disse ainda que as casas de leilões devem se interessar pelo uso da tecnologia quando vendem produtos de arte.

Antonio Belloni, da LVMH, disse que o consórcio entre as marcas é uma forma de definir um padrão da indústria, ao invés de fazer com que cada marca desenvolva suas próprias soluções separadamente.

Segundo Belloni, a Aura Blockchain está em contato com outros grupos de luxo, mas se recusou a dizer qual marca pode entrar em seguida. Os dados do cliente criptografados no blockchain não serão acessíveis aos concorrentes. Dentro da LVMH, Louis Vuitton, Bulgari e Hublot já experimentaram a tecnologia, enquanto a Tiffany & Co. é a próxima candidata “óbvia”.

“A confiança é a única chave na qual nossa indústria se baseia e que realmente queremos preservar”, disse Belloni, acrescentando que todos os clientes, especialmente os mais jovens, estão preocupados com a questão.

Essas soluções também podem permitir que as pessoas revendam produtos de luxo no mercado secundário com mais facilidade.

Embora a tecnologia seja habilitada por blockchain, não há planos de aceitar pagamentos por esses produtos em criptomoedas, disseram os dois executivos. A Microsoft Corp. e a ConsenSys estão ajudando os grupos de luxo a desenvolver a infraestrutura tecnológica para esta solução.

Quer tirar suas dúvidas sobre o Imposto de Renda de 2021? Mande sua pergunta por e-mail (faleconosco@6minutos.com.br), Telegram (t.me/seisminutos) ou WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).