O Ladry Driver, que utiliza apenas mulheres como motoristas, quer ser o primeiro app a criar a categoria de transporte de crianças e adolescentes desacompanhadas do país. Para isso, a empresa quer captar R$ 1,4 milhão por meio de uma operação de equity crowdfunding – o investidor ganha uma participação na empresa.

Esse tipo de serviço é inédito? Gabryella Correa, fundadora da LadyDriver, disse que se inspirou em dois serviços de transporte de crianças por aplicativo que existem nos Estados Unidos – o Zum e o Hopskipdrive. No Brasil, não existe nada do tipo.

Por que essa ideia agora? Gabryella diz que a ideia já existia, mas a pandemia de coronavírus acelerou a necessidade desse serviço. “Já fizemos contato com escolas que demonstraram interesse em fechar parcerias após a volta às aulas. Como as famílias estarão inseguras em colocar seus filhos em ônibus e vans, o transporte individual aparece como solução mais segura”, afirma a executiva.

Segundo ela, muitas famílias já têm hoje a necessidade de um serviço de transporte para seus filhos. “Muita gente não tem como levar os filhos para a escola, para cursos extracurriculares, para a casa dos avós”, diz Gabryella.

Mas os pais não têm medo de mandar os filhos sozinhos em um carro de app? Sim, eles têm. Mas Gabryella acredita que essa resistência possa ser vencida por vários fatores. O primeiro é que o transporte será realizado apenas por motoristas mulheres mais bem avaliadas da plataforma. Elas serão treinadas e passarão por testes para descobrir a aptidão com crianças.

Fora isso, o Lady Driver vai acrescer um serviço de georreferência que permitirá aos adultos ter maior controle sobre o trajeto da viagem. “Se o motorista sair da rota, o pai poderá bloquear o carro. Nos outros apps, se o motorista sai do trajeto, a única coisa a fazer é ligar para o motorista ou tentar falar com a empresa.”

Esse serviço já é autorizado? Gabryella diz que já está tratando do assunto com os órgãos públicos de transporte. “O transporte da criança só poderá ser feito com a autorização expressa dos pais. Isso vale para cada corrida.”

Onde esse serviço vai funcionar? Por enquanto, o plano é lançar inicialmente em São Paulo. Mas Gabryella diz que há oportunidade de operar o serviço em outras cidades e até fora do Brasil.

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