A Kroton, maior grupo de educação do país, decidiu uma holding com quatro empresas com focos específicos que vão do ensino superior ao médio e fundamental, como parte de uma ampla remodelação organizacional.

A holding, que vai se chamar Cogna Educação, será liderada pelo atual presidente-executivo da Kroton, Rodrigo Galindo. Ele disse a investidores e analistas na segunda-feira (dia 7) que o grupo “tem muito espaço para crescer” diante da participação atual de apenas 3,9% no mercado educacional do país, avaliado como um todo em 174 bilhões de reais.

As ações da Kroton na B3 (a bolsa brasileira) serão negociadas sob um novo código — COGN3 — a partir desta sexta-feira (dia 11). No próximo ano, a holding também lançará um fundo de capital de risco com foco em educação, a Cogna Ventures, composta exclusivamente por seus próprios recursos.

“Este fundo de capital de risco investirá em participações minoritárias, parcerias, sempre buscando soluções disruptivas que possam ajudar uma das quatro empresas do grupo”, afirmou Galindo. Ainda não há definição sobre o tamanho do fundo ou as metas em potencial, de acordo com ele.

Kroton encabeça a holding

As atividades de ensino superior da empresa, que incluem mais de 800 mil estudantes em 176 unidades e 1.410 polos de ensino à distância, continuarão operando sob a marca Kroton.

“Nossa participação de mercado neste segmento é de apenas 9,1% e vemos potencial para crescer ainda mais organicamente ou por meio de aquisições”, disse o CEO, acrescentando que a geração de caixa da Kroton está começando a melhorar e que a divisão provavelmente continuará sendo a maior da holding nos próximos cinco anos ou mais.

Demais empresas da Cogna

A Saber, outra unidade da Cogna Educação, oferece ensino fundamental e médio, segmento em que o grupo tem uma participação de 1,2% do mercado, com planos de retomar aquisições e novos projetos assim que a nova estrutura organizacional estiver operando com eficiência.

Uma terceira divisão, a Platos, atenderá clientes corporativos no ensino superior, enquanto a quarta, a Vasta Educação, ajudará as escolas primárias e secundárias particulares a gerenciar suas operações, com materiais didáticos e sistemas de ensino.

Para Galindo, a Platos e a Vasta Educação têm potencial para expandir operações para outros mercados da América Latina, incluindo Peru, Colômbia e México, embora o foco deva continuar no Brasil a médio prazo.

Sob a nova estrutura da holding Cogna, todas as quatro unidades terão mais autonomia para administrar negócios e seus resultados serão publicados separadamente a partir do primeiro trimestre de 2020.

“Diferentes estratégias podem ser adotadas e estamos abertos a todas as possibilidades que possam gerar valor”, afirmou Galindo quando perguntado se algumas das unidades poderiam considerar uma oferta inicial de ações (IPO) no exterior ou a entrada de fundos de private equity em sua composição.

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