A JBS, maior produtora mundial de carne, vê este ano como um prazo “desafiador” para a listagem nos Estados Unidos. Apesar do caminho difícil pela frente, a empresa, que registrou lucro trimestral recorde na quarta-feira, seguirá em frente com os planos de listagem nos EUA ainda em 2021, disse o diretor financeiro da JBS, Guilherme Cavalcanti.

“Gostaríamos de fazer este ano, mas é desafiador, porque ainda temos que elaborar, discutir internamente”, afirmou Cavalcanti em entrevista. Depois disso, depende da burocracia de trabalhar com as autoridades reguladoras, o que, segundo o executivo, é “difícil de prever”.

Entre as possibilidades, uma oferta pública inicial é menos atraente, pois a JBS não precisa captar recursos devido ao sólido fluxo de caixa livre, disse Cavalcanti. Porém, “dependendo do ritmo de crescimento da empresa, não descartamos um IPO”, acrescentou.

A JBS chegou a considerar um IPO nos Estados Unidos há alguns anos, quando a empresa buscava alternativas para desalavancagem, mas, de acordo com o diretor-presidente, Gilberto Tomazoni, isso não é mais um problema.

“Nosso objetivo é maximizar valor para os acionistas”, disse Tomazoni durante a mesma entrevista.

A JBS registrou aumento de 76% do Ebitda ajustado no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, para R$ 6,9 bilhões, superando a estimativa média de R$ 6 bilhões de analistas consultados pela Bloomberg. O resultado trimestral segue um fluxo de caixa e distribuição de dividendos recordes em 2020.

As margens aumentaram nas unidades da JBS na América do Norte na comparação anual, o que compensou resultados mais fracos no Brasil, onde preços recordes do gado e custos de ração atingiram as divisões de carne bovina e de aves.

A unidade de carne de frango Seara teve Ebitda 12,4% menor em relação ao quarto trimestre e 5,2% abaixo frente ao mesmo período do ano passado. Na unidade JBS Brasil, que inclui o segmento de carne bovina, o Ebitda caiu 66% em relação ao trimestre anterior e 30% na comparação anual.

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