SANTIAGO (Reuters) – O crescimento do investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina e no Caribe não deve chegar a mais de 5% neste ano, já que as economias da região ainda sofrem com a pandemia de coronavírus, disse uma agência das Nações Unidas nesta quinta-feira.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) já havia dito no início de julho que o Produto Interno Bruto (PIB) da região não retornaria nem mesmo aos níveis de 2019, sugerindo um longo caminho pela frente para reverter o impacto da pandemia.

“Nesse cenário, é difícil esperar que os ingressos de IED na região aumentem mais de 5%”, disse a Cepal em relatório nesta quinta-feira.

O investimento estrangeiro direto atingiu 105 bilhões de dólares em 2020, queda de aproximadamente 56 bilhões de dólares em relação a 2019.

“A crise provocada pela pandemia, além de aprofundar a tendência de queda das fusões e aquisições, teve um forte efeito nos anúncios de novos investimentos”, afirma o relatório.

O número de mortes causadas pela Covid-19 na região é desproporcionalmente grande em comparação com sua população, e a maioria dos países da América Latina continua sofrendo com maiores lacunas nos níveis de vacinação em relação a países desenvolvidos, disse a agência.

A lacuna esfriou o investimento estrangeiro direto e prejudicou a recuperação da região. O investimento em recursos naturais –setor importante na América Latina– caiu 47,9% em 2020 ante o ano anterior, informou a agência.

(Por Fabian Cambero)

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