Qual será o destino do aeroporto internacional de Guarulhos, o maior do país?

A Invepar, empresa que controla o aeroporto, negou que tenha um plano específico para a venda de sua participação, mas disse que está avaliando as opções estratégicas na gestão de seus negócios e que contratou uma assessoria para avaliar seu posicionamento em relação ao ativo em agosto do ano passado.

A Invepar detém 80% das ações ordinárias da GRUPAR, empresa que, por sua vez, detém 51% do capital do GRU Airport (nome fantasia do aeroporto de Guarulhos). Os 49% restantes pertencem à Infraero. Na GRUPAR, a Invepar é parceira da Airports Company South Africa, que detém os 20% restantes da empresa.

Por que a empresa se manifestou? O grupo privado reagiu à notícia publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, que afirma que a Invepar decidiu vender sua participação no aeroporto.

Por que a Invepar decidiu avaliar novos planos? Segundo o grupo, a decisão foi tomada depois da publicação de um decreto que habilitou o aeroporto para o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) e que incluiu as participações da Infraero em aeroportos nacionais, incluindo o de Guarulhos, no programa de privatizações.

O que isso significa? A venda da fatia da Infraero no aeroporto de Guarulhos pode abrir caminho para a entrada de um sócio privado ou para que a própria Invepar tente adquirir os 49% que não possui. Ou para que a Invepar aproveite a saída da Infraero para que ela própria também se desfaça do controle do ativo, o que abriria caminho para que, eventualmente, um grupo privado adquira a totalidade do capital do aeroporto.

E de quem é a Invepar? Ela é controlada pelos fundos de pensão Previ (funcionários do Banco do Brasil), Funcef (funcionários da Caixa), Petros (funcionários da Petrobras) e por um fundo que reúne credores da construtora OAS (o FIP Yosemite).

(Com Estadão Conteúdo)

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