A maior iniciativa de investidores para combater as mudanças climáticas diz que, após dois anos conversando com as empresas mais poluidoras, os dados mostram que a maioria não alinha seus negócios ao Acordo de Paris, que prevê ações para redução do aquecimento global. Por isso, os investidores querem fazer mais pressão.

Vamos aos números: O grupo, que administra US$ 35 trilhões e é conhecido como Ação Climática 100+ afirma que apenas 9% das empresas mais poluentes estão alinhadas com as metas de limitar o aquecimento a 2ºC.

Como o fundo vai reagir? Para intensificar as ações pró-redução das mudanças climáticas, o fundo vai pressionar os conselhos corporativos das empresas para antecipar as metas ambienteis para 2050. O pedido deve alterar drasticamente a vida de muitas das maiores empresas do mundo.

O que foi feito até agora? A Ação Climática 100+ já pressionou algumas empresas, como as gigantes de petróleo Royal Dutch Shell e BP, para agir de forma mais agressiva no corte das emissões de carbono com o objetivo de reduzir os riscos das mudanças climáticas. Embora essas tenham sido as principais vitórias do grupo, os investidores agora sinalizam que foi apenas a salva inicial de uma batalha maior.

“O envolvimento dos investidores por meio da Ação Climática 100+ desempenha um papel importante na mudança de atitudes corporativas em relação às mudanças climáticas”, disse Stephanie Pfeifer, vice-presidente da iniciativa, em comunicado. “Agora, precisamos aproveitar o ‘momentum‘ alcançado para conseguirmos enfrentar a crise climática.”

O que é  o Ação Climática 100+ ? O grupo de investidores globais, formado em 2017, tem como objetivo identificar os maiores emissores corporativos e, em seguida, usar a capacidade dos integrantes de conversar com diretores e gerentes, apresentar resoluções dos acionistas e votar em assembleias gerais anuais para incentivar ações das empresas contra as mudanças climáticas.

(Com Bloomberg)

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