O GPA anunciou nesta quinta-feira acordo com fundos geridos pela TRX para vender 43 imóveis onde opera lojas de várias bandeiras por aproximadamente R$ 1,25 bilhão, com combinações para alugá-los por 15 anos. Os contratos de locação poderão ser renovados também por 15 anos e o aluguel será equivalente a R$ 24 por metro quadrado por mês.

A TRX é uma gestora independente com especialização em fundos imobiliários.

Qual o contexto desse acordo? A operação foi acertada dentro de plano da companhia de reduzir endividamento, reforçar estrutura de capital e acelerar a conversão de lojas Extra Hiper para a bandeira de atacarejo Assaí. Os imóveis estão distribuídos por vários Estados, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Quais foram os imóveis vendidos? Os imóveis vendidos incluem 2 lojas Extra Hiper, 6 lojas Mercado Extra, 22 lojas Pão de Açúcar e 13 lojas Assaí e ocupam área de 541.675 metros quadrados e possuem 295.266 metros quadrados construídos.

Os contratos de locação dos imóveis poderão ser renovados também por 15 anos e o aluguel será equivalente a R$ 24 por metro quadrado por mês, informou a rede de varejo.

O que está por trás dessa decisão? Não é de hoje que o GPA vem se desfazendo de ativos para reduzir o endividamento. A rede contratou em janeiro o Bradesco BBI para estruturar a venda de sua rede de postos de gasolina. O próximo passo é vender as drogarias.

Paralelamente a isso, o GPA também quer vender os hipermercados Extra que têm pior rentabilidade serão transformados em Assaí, fechados ou vendidos. Existem 30 lojas nessa situação. A estratégia do GPA tem até um nome, é o plano 10/10/10. Isso significa que 10 hipermercados serão transformados em Assaí em 2020, outros 10 em 2021 e os últimos 10 serão vendidos ou fechados neste período de dois anos.

(Com Reuters)

 

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