Depois de anos de estudos sobre a importância da diversidade e, mais recentemente, dos seus benefícios econômicos, o banco de investimentos Goldman Sachs bateu o martelo: a partir de junho, só vai estruturar ofertas públicas iniciais (IPO na sigla em inglês) de empresas que tenham mulheres no conselho de administração.

A decisão vale para companhias norte-americanas e da Europa. Em 2020, ao menos uma mulher será necessário. A partir do ano que vem, só terá IPO coordenado pelo Goldman as empresas com, no mínimo, duas diretoras.

Por que o Goldman está fazendo isso? Para estimular a diversidade. Embora o termo inclua diferenças raciais, faixa etária e orientação sexual, no primeiro momento o banco está priorizando a diversidade de gênero.

Nos dois últimos anos nos EUA, mais de 60 companhias abriram o capital sem nenhuma mulher na diretoria.

A iniciativa do Goldman tem um peso importante porque o banco é um dos líderes na coordenação de IPOs no mercado americano.

Como provar que diversidade gera resultado econômico? Os dados do próprio Goldman apontam que as companhias com conselho diversificado viram suas ações se valorizar 44%, muito acima da alta de 13% das empresas sem mulheres nessa instância. “Consideramos que esse é um bom conselho e estamos dispostos a ajudar os clientes a colocar mais mulheres no conselho”, disse David Solomon, CEO do banco.

Qual a importância do conselho de administração? Em linhas gerais, o conselho é a instância responsável por tomar as decisões estratégicas que vão guiar uma companhia, cabendo à diretoria executiva fazer a gestão com base nesse direcionamento. Os membros do conselho são indicados como representantes dos acionistas e cabe a eles defender esses interesses e o da empresa como um todo.

Qual a diversidade na diretoria do Goldman? Dos 11 diretores, quatro são mulheres desde 2014. O objetivo é que dos novos analistas que venham a ser contratados nos Estados Unidos, 50% sejam do gênero feminino, 11% negros e 14% latino-americanos. Nas operações no Reino Unido, 9% dos analistas devem ser negros.

(Com Reuters)

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