O setor aéreo, um dos mais afetados pela crise do coronavírus, vai reduzir salários para tentar evitar demissões. As três maiores empresas do setor — Gol, Latam e Azul — já anunciaram seus remédios para a crise. No caso da Gol, todos os  funcionários, inclusive diretores, vice-presidentes e CEO, sofrerão corte de salários. Já a Latam negocia a concessão de licença sem remuneração. Na Azul, foram adotadas a licença não remunerada e a redução de salário de 25% dos membros do comitê executivo até a normalização da situação.

As medidas são uma reação à queda de até 90% na queda das viagens do setor aéreo após as restrições de circulação de pessoas impostas para conter a disseminação do coronavírus.

Como será o corte de salários na Gol? No caso da diretoria da Gol, o corte será de 40%. Para colaboradores internos e aeroviários, a redução será de 35%. A empresa não disse qual será o percentual de corte dos aeronautas.

O que a Latam disse? “O Grupo Latam Airlines está em negociação com os sindicatos da classe e tem se esforçado para a manutenção dos empregos. Uma das propostas apresentadas, por exemplo, é a implementação da licença não-remunerada.”

Quais foram as medidas na Azul? A empresa apresentou um plano de contingência que abre espaço para a licença não remunerada – com 600 pedidos aprovados até o momento — e prevê a redução de salário de 25% dos membros do comitê executivo.

No plano, foi suspensa também novas contratações, além de terem determinado a postergação do pagamento referente à participação nos lucros e resultados de 2019. O plano aponta para o estacionamento de aeronaves e suspensão de novas entregas de aviões.

Quando será efetuado o corte na Gol? Nos salários dos meses de abril, maio e junho.

O que mais a Gol anunciou? Veja abaixo:

  • Redução da jornada de colaboradores internos e aeroviários de 35%
  • Postergação de pagamento de PLR para a partir de agosto
  • Trabalho remoto para todos os colaboradores de áreas administrativas

Como fica a questão dos pilotos e comissários? Para esse grupo, a Gol informa que redução de remuneração e jornada levará em conta as horas de voo que serão adequadas à demanda do período.

“Mais uma vez, a companhia ressalta que todos esses movimentos são feitos com as informações atualmente disponíveis, e que futuras revisões não estão descartadas”, diz a Gol.

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