A Gol quer incorporar a Smiles, empresa responsável pelo programa de fidelidade da companhia aérea, segundo anuncio feito nesta segunda-feira (9). De acordo com a Gol, o objetivo é simplificar a estrutura acionária e assegurar competitividade de longo prazo. A operação envolverá troca de ações entre as duas empresas.

Quais foram as bases para a operação? Para determinar a relação de troca, foram considerados os valores de R$ 39,25 para a ação da Gol e R$ 41,34 para a ação da Smiles, de acordo com a companhia aérea.

Qual a relação entre Gol e Smiles? A Gol controla a Smiles e detém 53% das suas ações. A Smiltes também tem parte de suas ações negociadas em bolsa.

O investidor ganha com isso? Ainda é cedo para dizer. Pelos termos da proposta, os minoritários receberiam R$ 41,74 por ação, parte em dinheiro e parte em ação. Tal valor significa um prêmio de 25% em relação ao preço de fechamento de sexta-feira da Smiles, de R$ 31,74. Parece bom, mas quando a Gol propôs a compra de acionistas minoritários pela primeira vez em outubro passado, as ações da Smiles valiam R$ 48,26.

A Gol alega que o investidor terá mais liquidez em seus papeis — já que é mais fácil negociar ações da Gol do que Smiles na bolsa de valores.

A decisão é para agora? A assembleia geral da Smiles para decidir sobre a reorganização está marcada para o dia 2 de março de 2020.

O que mais diz a Gol? “A reorganização tem por objetivo assegurar a competitividade de longo prazo do grupo, simplificando a governança societária do grupo, reduzindo custos e despesas operacionais, administrativas e financeiras”.

Como funciona o programa de fidelidade das outras empresas? Os dois concorrentes mais próximos da Gol, o Grupo LATAM Airlines e Azul, não possuem programas de fidelidade com ações negociadas em bolsa separadamente. A LATAM concluiu a recompra de seu programa Multiplus no início deste ano.

(Com Reuters)

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