A General Motors (GM) divulgou nesta quarta-feira (dia 5) que teve prejuízo líquido de US$ 194 milhões no quarto trimestre de 2019, equivalente a US$ 0,16 por ação. No mesmo período de 2018, a montadora americana havia registrado lucro de US$ 2,044 bilhões.

O resultado foi, portanto, negativo? Em termos. Excluindo ajustes decorrentes da Lyft — empresa de transporte por aplicativo na qual a GM tem participação — e da PSA e da greve de trabalhadores no segundo semestre, a maior montadora americana (em produção de veículos) registrou ganho por ação de US$ 0,05 entre outubro e dezembro, resultado que superou o consenso de mercado, como da FactSet (que era de US$ 0,01).

Qual o impacto da greve? A paralisação de trabalhadores de fábricas durou quase seis semanas, em setembro e outubro, e derrubou o lucro operacional da GM em US$ 3,6 bilhões, dos quais US$ 2,6 bilhões apenas no quarto trimestre. Nesse período, 191 mil veículos deixaram de ser vendidos no atacado na comparação anual.

Quais os demais números? No último trimestre, a receita da empresa sofreu queda de 20% na comparação anual, totalizando US$ 30,8 bilhões. A projeção da FactSet era um pouco maior, de US$ 31,3 bilhões.

A montadora destacou o desempenho no segmento de picapes, em que os modelos Silverado e GMC Sierra venderam, somados, mais de 800 mil unidades ao longo de 2019.

Quais as projeções para 2020? Na apresentação dos resultados, a GM voltou a colocar ênfase na transformação da empresa para uma montadora que tenha como prioridade carros elétricos. Há uma semana, ela anunciou que investirá US$ 2,2 bilhões em uma fábrica para picapes e utilitários esportivos elétricos.

A expectativa é que o lucro diluído e ajustado por ação (ou seja, sem efeitos extraordinários) fique na faixa entre US$ 5,75 e US$ 6,25.

(Com Estadão Conteúdo)

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