O fechamento de lojas por mais de três meses acabou com muitas franquias. Levantamento divulgada hoje pela ABF (Associação Brasileira de Franchising ) mostra que os segmentos mais prejudicados foram o de moda e alimentação, com queda em julho de -47% e -27%, respectivamente, na comparação com mesmo mês de 2019.

Quem se deram bem foram as empresas de comunicação, informática e eletrônicos, com avanço de 9% na mesma comparação.

Também se saíram melhor as franquias dos ramos de saúde, Beleza e bem-estar, com redução de apenas 2%. No ramo de limpeza e conservação, a queda foi de 6%. “Saúde e beleza está atendendo a demanda reprimida destes meses, mas também se beneficia de venda de pacotes e de ter investido em um relacionamento mais digital com seus clientes. Já limpeza e conservação tem uma demanda grande para serviços de sanitização de perfil variado”, disse o presidente da ABF, André Friedheim.

O estudo apontou ainda que 5,1% das unidades de franquia estiveram fechadas temporariamente em julho, queda de quase seis pontos percentuais em relação a junho. A taxa de encerramentos definitivos chegou a 2% e a de repasse a 0,3%.

“Temos casos tanto de empreendedores que tiveram que encerrar suas unidades dadas as dificuldades de quase cinco meses de pandemia, como de redes e multifranqueados que optaram por otimizar sua ocupação territorial, focando esforços nas operações mais rentáveis”, diz o presidente da ABF.

Movimentação na praça de alimentação de shopping na cidade Santos
Crédito: : Fernanda Luz/AGIF/Estadão Conteúdo

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