Abrir uma franquia não é para qualquer um: quem quer definir as próprias regras de trabalho pode se dar mal neste modelo de negócio. Para ter sucesso na franquia é preciso seguir as regras da franqueadora (dona da marca) e trabalhar pensando em toda a rede, não apenas na sua loja.

“Quando o franqueado assume a loja, o CNPJ sai no nome dele, mas precisa sempre trabalhar com processos que outra pessoa criou. Muitos pensam ‘sou dono do meu negócio, mas não posso mandar?’, o que pode ser um problema”, afirma o consultor de negócios do Sebrae-SP Ruy Soares de Barros.

Franquia ou negócio independente? Tudo depende do perfil. Quem não gosta de seguir regras pré-estabelecidas e quer montar um negócio do seu jeito deve seguir o caminho independente, que dá mais liberdade. Também é uma boa opção para quem tem muito claro qual o produto ou serviço quer ofertar.

Em contrapartida, o empreendedor precisa trilhar o caminho sozinho e se preocupar com processos que os franqueados não precisam, como escolha do ponto, análise de mercado e trabalho de divulgação da marca.

Na franquia, a relação entre franqueado e franqueador é essencial para o sucesso da marca. O franqueador oferece todo os conhecimentos sobre o setor e o fraqueado contribui com suas experiências profissionais e as percepções no dia a dia do negócio.

Apesar das diferenças, os especialistas dizem que os dois modelos de negócios são bons, tudo depende do que a pessoa está buscando.

Para quem a franquia é uma boa escolha? “O perfil precisa ser de uma pessoa empreendedora, que tem o sonho de ter o próprio negócio e que entende que é vantajoso entrar em um franquia para não precisar começar do zero”, afirma a diretora de capacitação da ABF (Associação Brasileira de Franchising), Fabiana Estrela.

Como decidir qual franquia comprar? Hoje, existem cerca de 2.700 marcas disponíveis no mercado, segundo Estrela. No site da ABF, a franquia mais em conta pede investimento mínimo de R$ 1.990, da rede de reforços Monitorias. O investimento mais caro pode chegar a R$ 4,5 milhões, com a franquia Lumiar, também do ramo de educação.

A definição do valor para investir é um dos primeiros passos, que vai ajudar a filtrar quais as empresas que cabem dentro do orçamento. “Se eu tenho R$ 10 mil para investir no negócio, não posso gastar tudo na taxa de franquia. Uma parte tem que ficar para capital de giro da empresa”, afirma Estrela.

Além de avaliar critérios como investimento, faturamento médio mensal estimado e prazo de retorno do investimento, o futuro franqueado precisa entrar em um ramo que faz seus olhos brilharem. “O mercado é extremamente competitivo e quem faz o que gosta tem uma grande vantagem”, afirma Claudio Felisoni, responsável pelo Programa de Varejo da FIA e presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo).

Sites como o Portal do Franchising reúnem franquias disponíveis no mercado, quais os investimentos necessários e outras informações relevantes para a tomada de decisão.

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