A Rebel, startup de crédito brasileira, acaba de acertar um aporte de US$ 10 milhões. O dinheiro será usado para contratar desenvolvedores, cientistas de dados e pessoal de marketing e vendas capazes de ampliar os produtos e os serviços oferecidos pela empresa.

O que faz a Rebel? A startup concede empréstimos de R$ 1 mil a R$ 25 mil, pela internet, com taxas que variam de 1% a 8% ao mês, em questão de minutos. Para isso, a empresa utiliza um robô de informações que vasculha a internet em busca de informações do usuário, após seu devido consentimento.

Fundada em 2016, a empresa é avaliada pela consultoria KPMG como uma das 50 fintechs mais promissoras do mundo.

Startups resolvem problema. Qual a solução da Rebel? A proposta é ajudar a reduzir o alto spread bancário, que é a diferença entre as taxas de juros que os bancos brasileiros pagam para captar recursos e a que cobram de pessoas e empresas para conceder empréstimos.

Como ela faz isso? A empresa aposta na construção de tecnologia própria, capaz de avaliar até 2 mil variáveis em torno do cliente que busca um empréstimo. Entre os dados, há análise até da vizinhança em que o requerente do empréstimo mora, com auxílio do Google Street View. “Conseguimos ver, pelas fotos, o tipo de carro e comércio na região, o que as pessoas vestem e fazer uma inferência para avaliar a capacidade de pagar do cliente”, explica André Botelho, cofundador e diretor financeiro da empresa.

De onde veio o dinheiro? O investimento é liderado pelo fundo brasileiro de venture capital (capital de risco) Monashees e também pelo americano Fintech Collective, que já apostou em empresas por aqui, como a paranaense Contabilizei.

Em que momento a startup está? A empresa avaliou os perfis de consumo e comportamento de seus clientes, com um produto de risco baixo, o crédito com garantia. Ao longo dos últimos três anos, a empresa disse já ter recebido pedidos de R$ 5 bilhões em empréstimos, mas não revela quanto de fato concedeu aos clientes.

Agora é hora de começar a desenvolver novos produtos. Para os próximos meses, estão previstos o lançamento de um aplicativo próprio e de linhas de crédito oferecidas em parceria com varejistas. “Acreditamos que o brasileiro nunca teve crédito de verdade, mas sim dívidas”, avalia Pereira. “Queremos reduzir a dependência do brasileiro de instrumentos como cheque especial ou cartão de crédito.”

E a transparência das taxas cobradas? Essa é outra meta para o futuro. A startup pretende conseguir explicar aos clientes que fatores fizeram a taxa oferecida pela empresa ser maior ou menor em relação às de outros usuários.

(Com Estadão Conteúdo)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.