Por Shivani Singh e Min Zhang

PEQUIM (Reuters) – Falhas crescentes no fornecimento de energia estão suspendendo as atividades de diversas fábricas na China, inclusive de muitas fornecedoras da Apple e da Tesla, e algumas lojas do nordeste do país funcionam à luz de vela e shopping centers fecham cedo à medida que o impacto econômica aumenta.

A China passa por uma crise energética, já que uma escassez de suprimentos de carvão, padrões de emissões mais rígidos e a procura grande de fabricantes e da indústria fazem os preços do carvão atingirem altas recordes e desencadeiam restrições generalizadas ao seu uso.

Um racionamento foi adotado nas horas de pico em muitas partes do nordeste chinês na semana passada, e moradores de cidades como Changchun disseram que os cortes estão ocorrendo mais cedo e durando mais, noticiou a mídia estatal.

Nesta segunda-feira, a State Grid Corp prometeu garantir o fornecimento básico de energia e evitar cortes.

A crise energética prejudica a produção em indústrias de várias regiões do país e está afetando a perspectiva de crescimento econômico, dizem analistas.

O impacto nos lares e nos usuários não-industriais chega no momento em que as temperaturas noturnas se aproximam do congelamento nas cidades do extremo norte da China. A Agência Nacional de Energia (NEA) orientou as empresas de carvão e gás natural a garantirem suprimentos de energia suficientes para manter as casas aquecidas durante o inverno.

O aperto energético está irritando o mercado de ações chinês em um momento no qual a segunda maior economia mundial já dá sinais de desaceleração.

(Reportagem adicional de Kanishka Singh em Bengaluru, Ben Blanchard em Taipé, Yiming Shen em Xangai e da redação de Pequim)

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