A libra, a criptomoeda que o Facebook pretende lançar em 2020, enfrenta uma reunião crucial de apoiadores nesta segunda-feira (dia 14), dias após o projeto de moeda digital sofrer um duro golpe com a desistência de grandes empresas de pagamento em participar da iniciativa.

O que aconteceu? A Mastercard e a Visa abandonaram a Libra Association, com sede em Genebra, na sexta-feira (dia 11), assim como o eBay, a fintech Stripe e empresa de pagamentos Mercado Pago.

O PayPal deu início à debandada da Libra Association no início do mês, deixando o Facebook sem o apoio de nenhuma empresa de pagamentos importante para o projeto, que tem lançamento previsto para junho de 2020.

Como tem sido a reação das autoridades? Políticos e reguladores dos Estados Unidos à Europa disseram que a libra corre o risco de perturbar a estabilidade financeira global, minando a privacidade dos usuários e facilitando a lavagem de dinheiro.

A França prometeu impedir o funcionamento da libra na Europa, enquanto o Banco da Inglaterra — o equivalente ao banco central do país — estabeleceu obstáculos para o lançamento da moeda digital. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também sugeriu que o projeto não poderia avançar antes que as preocupações fossem atendidas.

Em que pé está o projeto da libra? A associação para o lançamento da moeda disse que daria detalhes após a reunião das 1.500 “entidades” que indicaram “interesse entusiasmado” para participar do projeto.

Os membros revisarão um estatuto e nomearão um conselho na reunião da Libra Association, que será realizada em Genebra, informou o The Wall Street Journal.

O executivo à frente do projeto, David Marcus, fez um alerta a quem já conta com a morte precoce da libra: “Eu alertaria para que as pessoas não enxerguem o destino da Libra nas recentes notícias”.

Existem grandes empresas ainda envolvidas com o projeto? Sim, como a britânica de telefonia Vodafone e as empresas de aplicativos de transporte Uber e Lyft.

O projeto também inclui organizações sem fins lucrativos, grupos de capital de risco e empresas de blockchain, mas a saída de grandes empresas financeiras representa um obstáculo aos esforços do Facebook para convencer reguladores e políticos sobre a segurança da moeda.

(Com a Reuters)

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