A Lamborghini informou nesta sexta-feira (11) que está com seus estoques praticamente zerados. Segundo a empresa, o motivo é a queda no número de casos de coronavírus e o consequente entusiasmo dos consumidores em gastar após meses de reclusão e confinamento.

A marca italiana de supercarros reforçou que terá “forte crescimento” em 2021 e já vendeu cerca de 10 meses de sua capacidade de produção, disse o CEO Stephan Winkelmann em uma entrevista no Salão Automóvel de Milão.

“Apesar de uma paralisação de dois meses devido à pandemia, a Lamborghini terminou 2020 como seu segundo melhor ano de todos os tempos”, disse Winkelmann, enquanto as multidões aglomeravam-se nas mais de 60 marcas em exposição, incluindo Ferrari, Porsche e McLaren,  em um sinal de retomada da vida normal em grandes cidades como Milão. As entregas da Lamborghini aumentaram quase 25%, para um recorde durante o primeiro trimestre.

Enquanto os compradores continuam comprando carros de alto desempenho, como o Aventador, a Lamborghini está embarcando na transição para eletrificar sua linha. A empresa está gastando 1,5 bilhão de euros para oferecer versões híbridas plug-in de cada modelo até 2024 e planeja lançar um primeiro veículo movido exclusivamente a bateria durante a segunda metade da década. Fabricantes de supercarros como Ferrari e Lamborghini demoraram a abraçar os carros elétricos, em parte por suas histórias marcadas por motores potentes.

“A Lamborghini não quer ser a pioneira a todo custo”, disse Winkelmann. “Na eletrificação, precisamos escolher o momento certo, quando achamos que o mercado está pronto e achamos que podemos realmente ser os melhores.”

A VW no final do ano passado encerrou as deliberações para uma possível venda ou listagem da Lamborghini para se concentrar melhor na divisão Audi e Porsche, seus principais impulsionadores de lucro. Winkelmann reiterou que a marca não estava à venda, após um relatório no mês passado em que a VW recebeu uma oferta de 7,5 bilhões de euros. Não havia planos atuais de listar a Lamborghini, disse ele, o que aumentou a receita em 5,4%, para 509 milhões de euros durante o primeiro trimestre.

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