A startup de logística Loggi realizou na última semana uma reestruturação interna que acarretou na demissão de pelo menos 120 pessoas – 60 delas em São Paulo. A maioria das demissões foi realizada na área de vendas e marketing da startup, informaram ao Estado ex-funcionários da startup, que preferiram não se identificar. Segundo eles, a justificativa dada pela empresa na hora da demissão foi de redução de custos.

O que aconteceu? De acordo com as fontes, as demissões aconteceram de forma abrupta, no último dia 12 de fevereiro. Em alguns dos desligamentos, a empresa alegou que metas não estavam sendo batidas. Um dos ex-funcionários disse ainda que a empresa ajustou seu plano de negócios para este ano, sem dar maiores detalhes.

Outro dos demitidos disse que a empresa pretende apostar, nos próximos meses, em um maior nível de automação. Na rede social LinkedIn, já circula uma lista com nomes e dados de alguns profissionais cortados, em busca de recolocação.

Também aconteceram cerca de 60 demissões em escritórios regionais, principalmente em vagas de baixo escalão – na filial de Goiânia, por exemplo, um terço do time de 6 funcionários foi demitido. Segundo uma fonte, não houve fechamento de escritórios, mas sim redimensionamento para “fechar as contas”.

Procurada pelo Estado, a assessoria da Loggi confirmou que passa por uma reestruturação, “necessária para seguir com eficiência e foco em suas áreas de atuação”. Na nota, a empresa afirma ainda que segue contratando, “principalmente na área de tecnologia”, inclusive em seu escritório recém-aberto em Lisboa (Portugal).

Você pode me dar um pouco mais de contexto? Fundada em 2013, pelo francês Fabien Mendez, a Loggi é uma das poucas startups brasileiras a ser considerada um unicórnio – empresa avaliada em US$ 1 bilhão ou mais.

Responsável por fazer entregas de documentos, comida e e-commerce, a companhia foi avaliada em mais de US$ 1 bilhão em junho passado, ao receber um aporte de US$ 150 milhões liderado pelo grupo japonês SoftBank. Na época do investimento, a Loggi tinha 700 funcionários, com planos de atingir 1,5 mil em pouco tempo.

Com as demissões, a Loggi se torna mais uma empresa que recebeu aportes do SoftBank a anunciar reestruturação recentemente. A lista inclui startups como a colombiana Rappi, que cortou 6% de seus funcionários em todo o mundo no início de janeiro – no País, 150 pessoas foram desligadas. O maior volume de demissões aconteceu na indiana Oyo, especializada em hospedagem, que cortou 3 mil vagas na Índia e na China nos últimos três meses.

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