A Elo, bandeira de cartões controlada por Bradesco, Caixa e Banco do Brasil, busca ser avaliada em cerca de US$ 4 bilhões em uma potencial oferta pública inicial de ações na Nasdaq, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

A transação pode levantar cerca de US$ 1 bilhão, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as discussões não são públicas. As deliberações continuam e os detalhes ainda podem mudar, disseram as pessoas.

A Elo não comenta.

Com sede em Barueri, a Elo foi criada pelos bancos brasileiros há quase uma década para competir localmente com Visa e Mastercard. A bandeira tem mais 140 milhões de cartões em sua rede, segundo seu website.

Pagamentos feitos pelos brasileiros com cartões avançaram em meio a medidas de restrição social na pandemia, beneficiando a Elo. O Brasil viu R$ 1,2 trilhão em transações com cartões nos primeiros seis meses de 2021, uma alta de 33% em relação ao mesmo período no ano anterior, segundo dados da Abecs.

O governo brasileiro tem ajudado esse crescimento. O auxílio emergencial distribuído à população exigiu que milhões de cidadãos abrissem novas contas bancárias.

Os bancos que coordenam a oferta da Elo são Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan, assim como Bradesco BBI, UBS BB e Caixa, disseram as pessoas. JPMorgan, Morgan Stanley, Goldman e UBS BB não comentam. Bradesco BBI e Caixa não responderam imediatamente a pedido de comentário.

Companhias latino-americanas que viram seu crescimento ser impulsionado durante a pandemia estão buscando abrir capital em Nova York. O Nubank também está planejando um IPO na Nasdaq, enquanto a Vtex e a DLocal já concluíram sua listagem no país norte-americano.

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