O iFood começa a testar a partir do próximo mês a utilização de drones na entrega das refeições. Onde você imagina que os drones deixarão esses pedidos? Não, não será na sua janela nem na sua porta. Os drones vão fazer apenas uma parte da entrega, entre o restaurante e um aeroporto. Quem deixará o pedido na sua porta será o entregador de carne e osso, como já acontece hoje.

O que muda então? Muita coisa, a principal delas é o tempo que o pedido leva para chegar à casa do cliente. Dependendo do local de retirada, o tempo pode ser encurtado de 10 minutos para até 2 minutos. Essa redução se reflete no frescor e temperatura da comida, além da satisfação do cliente.

Para o entregador também haverá mudanças em sua rotina de trabalho. Hoje, ao retirar o pedido em um shopping center, ele tem que estacionar a moto ou bicicleta na rua, entrar no estabelecimento e procurar pelo restaurante. Pelo novo sistema, o pedido será levado do restaurante para um hub de entregas e de lá sairá de drone para um ponto de retirada. É desse local que os entregadores sairão com os pedidos para o endereço do cliente.

Por onde começarão os testes? Por Campinas, no interior de São Paulo. Fernando Martins, gerente de inovações para logística no iFood, disse que os testes começam pelas duas rotas autorizadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para operação dos drones: uma liga uma área de um shopping de Campinas até um hub de entregas e outro vai até um ponto próximo de um condomínio residencial.

E para que servem esses testes? O iFood espera coletar dados sobre ganho de eficiência nos 12 meses em que operar essas duas rotas de teste. De posso dessas informações, a empresa conseguirá saber quando a entrega com drone é mais eficiente que em outros modais.

Quanto de comida esses drones poderão carregar? A operação tem um limite de peso: o equipamento pode transportar no máximo 2 kg por vez.

Não vai cair comida do céu? O iFood afirma que não. Primeiro porque os testes já são realizados há muito tempo, mas não com pedidos de clientes. Segundo, diz Martins, os drones possuem mecanismos de segurança, como paraquedas. Além disso, as rotas autorizadas pela Anac evitam justamente sobrevoar centros residenciais e comerciais.

Vai dar para saber que um drone trouxe a comida? Sim. Ao acompanhar a entrega, o app informa em que estágio está o pedido. Só não vai dar para escolher que parte da entrega seja feita por drone. “Temos algoritmos que mostram qual o melhor modal para cada entrega. O cliente não pode escolher se o pedido vai chegar por bike, moto, patinete ou drone. É o sistema que faz a distribuição”, afirma Martins.

Os drones vão tirar com o emprego dos entregadores? O executivo diz que não. Segundo ele, a última perna da entrega sempre será feita por um entregador.

“O papel do entregador continua importantíssimo. Se a gente encurta a primeira, ele perde menos tempo retirando o pedido e pode fazer mais entregas de forma mais rápida”, afirma Martins. “Todo mundo sai ganhando: o cliente recebe a comida mais quentinha, tem mais previsibilidade do tempo que leva sair de um ponto ao outro e o entregador ganha tempo.”

Mais cidades vão receber os drones? Sim. Após a análise dos testes realizados em Campinas, a empresa espera implantar o novo sistema em 200 cidades.

Que outras soluções de entrega existem? Além do drone, o iFood vai retomar os testes com o robô e vai ampliar a instalação de lockers em edifícios residenciais. O robô será utilizado para fazer o trajeto do shopping para o hub de entregas, por exemplo.

Teste com drone do iFood
Crédito: Divulgação

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