Um ataque de drones no sábado (14) atingiu a maior instalação de petróleo do mundo e um dos mais importantes campos de extração do óleo na Arábia Saudita.

Quem promoveu o ataque? O grupo de rebeldes Houthis, do Iêmen, assumiu a autoria do atentado. O porta-voz militar dos Houthis, Yahia Sarie, disse que os ataques dos rebeldes só piorariam se a guerra contra eles continuar. “A única opção para o governo saudita é parar de nos atacar”.

Pode me dar um pouco de contexto? Os rebeldes controlam a capital do Iêmen, Sanaa, e outros territórios no país, o mais pobre do mundo árabe. Eles recebem apoio financeiro e militar do Irã. Desde 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita luta para restabelecer o governo iemenita.

Quais as implicações do ataque? Ainda é cedo para respostas definitivas, mas o 6 Minutos lista algumas prováveis consequências do atentado:

. Preço do petróleo vai subir. O ataque interrompe pela metade a produção de petróleo da Arábia Saudita. Com menos oferta de óleo no mercado internacional, os preços devem escalar. E pela nova política do governo brasileiro, os repasses tendem a ser feitos pela Petrobras aos consumidores. Pensou em diesel mais caro? Pois é, nós também.

. Instabilidade na região. Os EUA acusaram o Irã de estar por trás do ataque — o que reforça os traumas pelo fim do acordo nuclear entre os dois países. Há eleições em Israel na próxima terça-feira, e o conflito militar no Iêmen parece longe de terminar.

. Saudi Aramco tem IPO marcado para o fim do ano. A maior produtora de petróleo do mundo deve abrir o capital ainda em 2019, no que pode ser a maior oferta pública de ações da história. O ataque contra uma instalação importante da companhia pode afetar esses planos.

(Com Reuters e AP)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).