A TecBan, dona da rede Banco24Horas, disse que a discussão sobre a regulação da utilização de caixas eletrônicos para saques e aportes é “oportuna” e elogiou a postura do Banco Central de incentivar a inclusão financeira da população por meio de serviços bancários.

O que aconteceu? O Banco Central colocou em consulta pública nesta segunda (16) uma proposta para começar a regular saques e aportes em caixas eletrônicos, que hoje funcionam sem qualquer interferência. O objetivo do BC é facilitar o acesso de bancos digitais e de menor porte aos caixas, beneficiando a população. A suspeita da autoridade monetária é que custos elevados hoje praticamente inviabilizam esse acesso por tais bancos.

A TecBan pertence aos cinco maiores bancos do país: Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander.

O que diz a TecBan sobre os custos? A TecBan disse que o transporte de valores, em carros-forte, representa “de longe o maior custo de operação de caixas eletrônicos”. E apontou o que classifica como concentração no mercado de transporte de valores, “comandado pelas três maiores empresas do setor, que detêm 80% de participação”. Segundo a companhia, o envolvimento do BC dará força para resolver a questão.

A TecBan afirmou que vai apresentar argumentos para que o modelo continue favorecendo a população e seja sustentável a longo prazo. A companhia informou que registra 100 milhões de saques por mês no Banco24Horas, dos quais 60 milhões em áreas residenciais das classes C e D.

(Com Estadão Conteúdo)

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