Os planos de expansão da rede de franquias Anjos Colchões são ambiciosos. A empresa pretende inaugurar 80 lojas por ano até 2025. Neste ano, serão 40 novas unidades. Mesmo na pandemia, a companhia está vendendo 40% mais do que em 2019.

Quem olha para esses números não imagina que o empresário Claudinei dos Anjos quase perdeu tudo em um incêndio em 1998. Na época, empresa fabricava apenas móveis e o fogo destruiu 60% do estoque.

“Procurei todos os fornecedores e expliquei que precisávamos de prazo para pagar, pois o fogo queimou nossa matéria-prima. Foi uma espécie de concordata branca, mas em dois anos já tínhamos pago tudo o que devíamos”, disse Anjos.

Ele conta por que não desistiu do negócio. “Quando a gente começou, não tínhamos cliente, funcionários nem fornecedores. O fogo queimou só a matéria-prima, a gente ainda tinha cliente, funcionários e fornecedores. Não íamos começar do zero.”

A entrada no ramo de colchões aconteceu em 2001. “Fazia sentido entrar nesse mercado, pois já tínhamos a matéria-prima, que é a espuma utilizada nos sofás”, afirma o executivo.

Segundo ele, o país vivia uma situação parecida com a atual no ramo de colchões: falta de matéria-prima. “Estamos enfrentando um problema de falta de molas, porque o mercado de aços está muito aquecido.”

E por que as vendas estão em alta? Anjos diz que tudo que é relacionado ao conforto da casa está com bom desempenho. “As pessoas olharam mais para dentro de casa e viram tudo o que precisavam trocar.”

O mercado não é muito disputado? Sim, muito. Mas Anjos diz que há espaço para crescer no segmento de colchões e sofás. “Toda pessoa precisa de colchão e ela troca por motivo de saúde, porque quer um novo ou mudou de cidade. Nossa preocupação é em ter um produto de qualidade e bonito.”

Hoje, a rede de franquias possui lojas em todos os Estados do país e quatro no Paraguai. “Temos capacidade para entregar colchões para até 500 lojas.”

Claudinei dos Anjos/Crédito: Raphael Sousa Tartari e Leandro Almeida

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