O UBS está nos estágios iniciais de planejamento para oferecer a clientes ricos investimentos em moeda digital, em linha com outras empresas dos Estados Unidos que buscam atender à crescente demanda por acesso mais amplo a esses ativos.

O banco suíço estuda várias alternativas para oferecer a classe de ativos, disseram pessoas a par do plano. Qualquer oferta de investimento seria uma porção muito pequena do patrimônio total dos clientes devido à volatilidade, enquanto as opções incluem aplicações por meio de veículos de investimento de terceiros, disse uma das pessoas, que não quis ser identificada.

Mais bancos globais começam a oferecer serviços de criptomoedas. O Goldman Sachs avança cada vez mais no mercado de bitcoin, que movimenta US$ 1 trilhão, e lançou a negociação de contratos de derivativos de câmbio (NDF) vinculados ao preço do bitcoin que pagam em dinheiro. O Morgan Stanley planeja oferecer acesso a três fundos que permitirão possuir moedas digitais, e o Bank of New York Mellon está desenvolvendo uma plataforma para ativos tradicionais e digitais. O Citigroup também estuda lançar serviços de criptomoedas.

“Estamos monitorando de perto os desenvolvimentos na área de ativos digitais”, disse o UBS em comunicado. “É importante ressaltar que estamos mais interessados na tecnologia que sustenta os ativos digitais, ou seja, a tecnologia do livro-razão.”

O bitcoin continua sendo a maior criptomoeda, mas outros tokens também atraem cada vez mais interesse. Defensores das moedas digitais argumentam que investidores agora se sentem mais confortáveis em relação a uma variedade de tokens, enquanto os críticos dizem que o setor pode embutir uma bolha. O UBS teme perder clientes se não oferecer o investimento a investidores ricos, disseram as pessoas.

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