Muito se fala sobre a necessidade de reutilização de resíduos industriais que são desperdiçados. Na indústria têxtil, por exemplo, algumas marcas já conseguem aproveitar o excedente de tecido que iria ser descartado para transformá-lo em roupas novas.

Mas como inserir este conceito em outras áreas? O Projeto ReTornar, da Fundação Toyota do Brasil, que busca corrigir o desperdício da indústria automotiva há alguns anos, criou uma loja online.

O que é o projeto ReTornar? O projeto surgiu como iniciativa da Toyota para reaproveitar o excedente de suas fábricas, mas hoje utiliza resíduos de várias outras montadoras parceiras que estejam na área de coleta do projeto. Ele transforma airbags, tecidos automotivos, uniformes e cintos de segurança em mochilas, ecobags, carteiras e necessaires, entre outros itens. Esses produtos, que eram apenas comercializados como brindes corporativos, agora estão disponíveis em um e-commerce para o varejo.

De acordo com a Fundação, o projeto foi criado para reduzir a geração de resíduo industrial e criar possibilidade de capacitação e renda para mulheres. Desde a criação, ele já reutilizou mais de 6 toneladas de resíduos que se transformaram em mais de 77 mil produtos.

E como isso é feito? A Fundação Toyota apoia duas cooperativas de costureiras: a Cooperativa Uni Arte Costura, de Indaiatuba-SP, e a ASCA – Associação Social Comunidade de Amor, em Sorocaba-SP, onde as costureiras transformam a matéria-prima nestes novos produtos.

A ASCA também dá aulas de costura para capacitar mulheres que podem trabalhar não só na produção das cooperativas, mas também na cadeia produtiva da Toyota.

De acordo com Viviane Mansi, presidente da Fundação Toyota do Brasil, a ASCA forma, por ano, 6o costureiras e toda a renda dos produtos vendidos é destinada e distribuída entre as duas cooperativas. “É importante que a gente empodere essas mulheres e dê a elas oportunidade da independência financeira”, afirma Mansi.

Por que criar um e-commerce agora? “A abertura das vendas no varejo para pessoas físicas amplia a atuação do projeto, viabiliza maior autonomia do negócio para as costureiras, além de inseri-las em um ambiente digital”, comenta Otacílio do Nascimento, diretor executivo da Fundação. Ele ainda ressalta que, em momento de pandemia, o e-commerce é uma possibilidade de aumento da renda destas profissionais.

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