SÃO PAULO (Reuters) – A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) aprovou nesta quinta-feira uma série de sugestões realizadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para garantia da oferta de energia em meio à crise hídrica enfrentada pelo Brasil, com destaque para medidas de ampliação da geração termelétrica.

As sugestões haviam sido deliberadas pelo CMSE na véspera, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. O Brasil passa pela pior seca em 91 anos nas regiões de hidrelétricas, o que tem afetado a geração pela principal fonte de energia do país.

Entre as medidas aprovadas está a disponibilização de um terceiro navio regaseificador no terminal de Pecém, no Ceará, para fornecimento de gás natural a usinas termelétricas, além de ações não especificadas para ampliar o fornecimento de energia elétrica por meio de usinas termelétricas a óleo diesel e gás natural.

Também foi autorizada a realização de estudos sobre a flexibilização temporária da Regra de Operação do rio São Francisco e sobre as condições de atendimento eletroenergético na transição do período seco para o período úmido em 2021 e para atendimento em 2022.

Além disso, a Creg ainda aprovou cotas mínimas a serem adotadas para os reservatórios das usinas hidrelétricas de Ilha Solteira e Três Irmãos, de 324,20 m para o final do mês de agosto e 323,00 m para o mês de setembro.

“Continuam em andamento ações com vistas ao aumento das disponibilidades energéticas e a proposição de mecanismos de incentivo de resposta da demanda”, afirmou o Ministério de Minas e Energia em nota sobre a reunião desta quinta-feira.

“Também está em avaliação alternativa para estímulo, de forma voluntária, à redução do consumo de energia elétrica por consumidores regulados, em linha com o programa para grandes consumidores.”

Estabelecida para definir diretrizes sobre condições excepcionais e temporárias durante a crise hídrica, a Creg é composta pelos ministérios de Minas e Energia, Economia, Infraestrutura, Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.

(Por Gabriel Araujo)

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