As instituições financeiras já começaram a derrubar as previsões de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 e 2022. As revisões acontecem depois da divulgação do fraco desempenho da economia brasileira no segundo trimestre deste ano.

A crise hídrica que deu às caras neste ano só piorou as estimativas de crescimento. Documento do Credit Suisse alerta para os riscos à atividade representados pela crise hídrica, à medida que os reservatórios brasileiros sofrem com uma seca que derrubou os níveis de água aos menores patamares em 91 anos.

“O principal risco para nosso cenário no momento é a crise hídrica”, afirmou o relatório, citando preços mais altos de energia elétrica e riscos de apagões em algumas regiões do país.

“Nosso cenário principal não inclui quedas de energia ou reduções compulsórias no consumo de energia, mas esses eventos poderiam reduzir nossa previsão para o PIB em 2022”, disse o Credit Suisse. “Nos nossos cálculos, uma redução de 5% no consumo de energia é compatível com redução de 0,6 p.p. no crescimento em 2022.”

Que revisões foram feitas?

O Credit Suisse cortou sua previsão de crescimento de 2021 de 5,5% para 5,3%. E a de 2022, diminuiu de 2% para 1,5%.

“Para o ano que vem, estamos revisando nossa previsão de crescimento do PIB (…) devido ao ‘carryover’ (carregamento estatístico) menor e maior impacto negativo da inflação mais alta, aperto das condições monetárias (juros de curto e longo prazos) e moderação nos preços do minério de ferro”, disse o Credit Suisse em relatório assinado por Solange Srour e Lucas Vilela.

Já o Itaú manteve a projeção de crescimento da economia em 5,7% neste ano, mas adicionou um ‘viés negativo’ para 2021. E continuou com a estimativa de que o PIB de 2022 avance 1,5%.

(Com Reuters)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).