A pandemia de coronavírus  fez o montante que os bancos separam para para cobrir calotes ser o segundo maior para um trimestre da história no período entre entre janeiro e março.

O valor provisionado pelas quatro maiores instituições financeiras do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander e Bradesco) foi de R$ 28,38 bilhões, segundo levantamento da consultoria Economática.

Por quê as provisões foram tão altas no primeiro trimestre do ano? O montante que os bancos separam para garantir a disparada da inadimplência no futuro (a chamada PDD, ou Provisionamento de Devedores Duvidosos) tem a ver com as incertezas em relação ao impacto que a pandemia terá sobre a economia.

Em momentos de crise, a alta do desemprego e queda de renda tende a elevar a inadimplência, e esse é um fator que os bancos precisam levar em conta nos seus balanços.

Quais os bancos que fizeram mais provisão contra calotes? O primeiro é o Itau Unibanco, que no primeiro trimestre separou R$ 10,8 bilhões. Em seguida vem o Bradesco, com R$ 7,3 bilhões, o Banco do Brasil, com R$ 6,6 bilhões e o Santander, com R$ 3,5 bilhões.

Como se comportou o lucro líquidos das grandes instituições financeiras no início do ano? Segundo o levantamento da Economática, o lucro entre janeiro e março, de R$ 13,7 bilhões, foi o menor desde o terceiro trimestre de 2017.

O Santander, que foi o banco que optou pelo menor provisionamento, teve o melhor resultado (R$ 3,7 bilhões), seguido pelo Itaú Unibanco (R$ 3,5 bilhões), Bradesco (R$ 3,3 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 3,2 bilhões).

E como ficou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio? Sazonalmente, os bancos pagam o maior volume de dividendos e juros sobre capital próprio no primeiro trimestre do ano.

Entre janeiro e março de 2020, o volume somou R$ 20,9 bilhões, uma queda de 25,25% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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