No edifício do Goldman Sachs em Downtown, Nova York, o pequeno grupo de funcionários encolheu ainda mais. Perto da Times Square, no Morgan Stanley e no Bank of America, o tráfego de pedestres também diminuiu. O mesmo se aplica à Park Avenue, no prédio do JPMorgan.

Por toda Manhattan, o coronavírus esvazia cada vez mais as grandes torres de escritórios da cidade – de forma quantificável. Segundo dados de localização de celulares, o tráfego de pedestres na primeira semana de dezembro correspondia a apenas 20,4% do nível em 2019. O volume é mais baixo em relação aos 24,2% no final de outubro e o menor desde agosto.

Esses números, coletados pela Placer.ai, que analisou dados de localização de smartphones detectados dentro de cerca de 20 dos maiores escritórios de Manhattan, apontam para uma realidade preocupante: que, apesar das iminentes vacinas, o otimismo sobre o retorno aos escritórios alardeado durante o verão e o outono evaporou com a segunda onda de Covid-19, que fechou as empresas mais uma vez.

A análise do tráfego de pedestres analisou os principais bancos de Wall Street, bem como o One World Trade Center, o Empire State Building, os escritórios do Google e outros. A Placer.ai também disse que a distância percorrida pelo visitante médio diminuiu para o menor nível desde agosto, um sinal de que funcionários que haviam começado a retornar aos escritórios optaram por ficar em casa novamente.

Os dados estão de acordo com relatos de empresas de Wall Street, como Goldman Sachs e Morgan Stanley, cujo número de funcionários presentes nos escritórios caiu ao longo do mês passado. E poucas empresas esperam que isso mude em breve. A maioria dos funcionários da American Express, por exemplo, trabalhará de casa até pelo menos junho, em vez de ir à sede em Manhattan, disse a empresa.

Esta semana, o prefeito Bill de Blasio alertou que uma paralisação em grande escala pode ocorrer logo após o Natal.

A reversão é um golpe para empresas e varejistas que historicamente serviram e dependeram de funcionários de escritórios de Manhattan.

“Espero que a vacina nos salve”, disse Iqbal Chowdhury, que vendeu apenas US$ 20 em mercadorias em um dia recentemente em seu quiosque, a minutos do escritório do Citigroup, em Tribeca. “Foi ruim na primavera, foi ruim no verão e no outono. Eu não pensava que seria tão ruim de novo.”

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