Por Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) – As divisões entre os democratas estão comprometendo a agenda do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de investir em infraestrutura, expandir os serviços sociais e lidar com a mudança climática conforme o Congresso norte-americano enfrenta o prazo desta quinta-feira para evitar uma paralisação do governo.

O Congresso se preparava para aprovar o novo financiamento do governo até 3 de dezembro enquanto democratas moderados e progressistas batalham sobre os gastos de trilhões de dólares para financiar licenças familiares expandidas, cuidados médicos para os mais velhos e suportes melhores para crianças.

A expectativa é de que o Senado e a Câmara dos Deputados aprovem um projeto de financiamento temporário até a meia-noite nesta quinta-feira, evitando uma paralisação parcial do governo como a que aconteceu no fim de 2018 e começo de 2019, que durou 35 dias.

Enquanto isso, a Câmara votará um projeto de investimento em infraestrutura de 1 trilhão de dólares que passou pelo Senado no mês passado em uma votação bipartidária. Desde então, a Câmara tem se afastado do projeto em um movimento para negar a vitória a Biden.

No entanto, não estava claro se a votação vai realmente acontecer. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, enfrenta a revolta de um influente grupo de democratas progressistas que alertaram que ela precisa segurá-la até que um projeto maior, de 3,5 trilhões de dólares, seja delimitado.

Os moderados pressionam por um pacote menor, e as negociações sobre isso pode durar semanas ou mais.

Além disso, democratas e republicanos continuam a discutir sobre dar ao Departamento do Tesouro mais autoridade de empréstimo, além do limite atual de 28,4 trilhões de dólares. Um calote de dívida histórico pode acontecer por volta de 18 de outubro, estimou a secretária do Tesouro, Janet Yellen, se o Congresso não agir.

Os republicanos não querem nenhum aumento do teto da dívida, dizendo que isso é um problema dos democratas, já que eles controlam o Congresso e a Casa Branca.

A Câmara aprovou na quarta-feira um projeto suspendendo o limite da dívida até 22 de dezembro. Ele deve ser bloqueado pelos republicanos no Senado, possivelmente nesta quinta-feira.

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