Vender não é um problema para a Lupo, que comercializa de lingerie, pijama, roupa para ginástica até máscaras. O problema é dar conta de tanta encomenda.

Com a demanda crescendo mais que sua capacidade de produzir, a empresa precisou frear seu exército de revendedores. Por isso, muitos deles já estão ‘de férias’ até janeiro. A ordem é voltar a vender apenas no próximo ano.

Por que a empresa tomou uma decisão dessas? Quem explica é Carlos Mazzeu, diretor superintendente da Lupo. “Devido ao sucesso e aumento muito expressivo de demanda em algumas linhas de produtos, foi necessário controlar a oferta, devido ao limite de produção. Nossa capacidade produtiva está no limite.”

Em outubro, por exemplo, a empresa já tinha vendido mais que toda a produção prevista para o ano de 2020. “Segmentos como cuecas e itens Lupo Sport tiveram crescimento de mais de 100% em relação a 2019”, afirma Mazzeu.

Segundo ele, a empresa investiu na ampliação da capacidade de produção, mas ela não aumenta assim da noite para o dia. “A maior parte dos segmentos demandados está relacionado a produtos diferenciados que utilizam equipamentos específicos, o que não possibilita aumento de produção de forma instantânea. A Lupo investiu em 250 novos teares em especial para a linha esportiva que devem começar a chegar ainda este ano.”

O diretor-superintendente conta que além da demanda acima do previsto, a Lupo também enfrentou a falta de insumos, mas conseguiu driblar esse problema. “A falta de insumos é uma realidade, mas vem sendo contornada de forma criativa, como o desenvolvimento de fios com novas tecnologias e que utilizam materiais não-convencionais no mercado têxtil e até mesmo a substituição e reciclagem de máquinas e insumos. Tudo isso nos permitiu passar por esse momento sem sermos prejudicados com a falta de matérias-primas.”

Mazzeu conta que praticamente todas as categorias estão vendendo mais do que antes da pandemia. “Praticamente todos os segmentos em que atuamos estão performando muito além dos resultados obtidos em 2019. Nossas vendas acumuladas de janeiro a outubro apresentam crescimento de 76% em relação ao mesmo período de 2019.”

Por isso, segundo ele, a Lupo está otimista em relação ao desempenho de 2002. “Para nós será um ano de consolidação do nosso crescimento. Estamos vendo com muito otimismo os próximos anos e temos um plano ambicioso com base em várias alavancas de crescimento.”

Carlos Mazzeu, diretor-superintendente da Lupo
Crédito: www.lucastannuri.com.br

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