BRASÍLIA (Reuters) – O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta terça-feira que se o problema fiscal piorar uma política monetária mais apertada é necessária, mas ressalvou que a autarquia não se move na velocidade do mercado.

Em evento promovido pelo banco JP Morgan, ele pontuou que a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) não é volátil como a do mercado. Kanczuk destacou que nos últimos meses a comunicação do BC sobre riscos fiscais foi constante e não mudou, ao passo que houve muitas alterações no comportamento do mercado.

De acordo com o diretor, o BC avaliará a probabilidade de o cenário com quadro fiscal pior passar a ser dominante sobre o cenário-base, ficando acima de 50%. E a abordagem será a mesma adotada na última reunião do Copom: calcular se com elevação de 1 ponto percentual na Selic a convergência da inflação para meta em 2022 é assegurada ou se é necessário apertar o passo para uma alta de 1,25 ponto.

(Por Marcela Ayres)

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