Quantas funcionários querem voltar ao trabalho presencial? Na OLX, apenas 3% responderam que desejam trabalhar 100% do tempo no escritório da empresa. Para atender à vontade dessas pessoas, a companhia montou um projeto piloto de retomada, que começa a ser colocado em prática nesta semana em São Paulo – no Rio, a volta ocorreu na semana passada.

O retorno não acontecerá de uma vez para esses poucos funcionários. Haverá um esquema de revezamento e cada colaborador poderá trabalhar no escritório duas vezes por semana. Para poder usar o escritório, o funcionário terá que fazer a reserva do lugar que ocupará com antecedência por aplicativo.

“O app vai garantir que sejam ocupados apenas os espaços que podem ser ocupados. Não vai haver overbooking. Vamos garantir que todo mundo consiga ir duas vezes por semana”, disse Sergio Povoa, CHRO da OLX.

Mas só 3% não é pouco demais? Povoa diz que esse é o percentual dos que querem 100% de escritório. A maioria (62%) quer um esquema de trabalho híbrido, alternando home office com presencial. E 28% desejam ficar 100% do tempo em home office. Outros 7% responderam que são indiferentes à questão.

Quantos voltam agora? Em São Paulo, havia 76 interessados, mas só 57 vão participar desse projeto. No Rio, dos 56 inscritos, 34 foram selecionados. “Apesar de terem se inscrito, não selecionamos as pessoas que moram com pessoas de grupo de risco, por exemplo”, afirma o CHRO.

Que medidas de segurança serão adotadas? Segundo ele, a empresa se preparou para seguir os protocolos sanitários de prevenção à covid-19, como distanciamento entre as pessoas, medição da temperatura, obrigação do uso de máscaras e distribuição de álcool em gel.

No banheiro, haverá um monitor informando o número de ocupantes, evitando aglomerações no lugar.

Na copa, um funcionário será responsável por guardar e retirar a comida que os funcionários guardam na geladeira.

Essa volta é uma forma de incentivar a volta de mais funcionários? Povoa diz que não. Segundo ele, a empresa fez uma pesquisa para ver o que os funcionários queriam. Essa volta, diz o executivo, é uma forma de atender o desejo dos que não querem trabalhar de casa.

“Vamos fazer esse piloto em novembro e dezembro. Em janeiro, vamos analisar como foi piloto, se sentirmos que não impactou na saúde dos funcionários, que estão mais felizes, podemos continuar com ele em fevereiro”, afirma Povoa.

Segundo ele, a empresa não quer obrigar ninguém a sair do home office. “Grande parte quer ficar em home office e para gente não tem problema. Já tínhamos essa flexibilidade. Não estamos fazendo isso para forçar ninguém a voltar.”

E tudo bem ficar assim? Para começo de conversa, segundo Povoa, a produtividade ds funcionários não caiu no home office. Pesquisa interna revelou que o índice de percepção de produtividade ficou em 92%, em média, entre março e julho. E segundo, a empresa mostra para os colaboradores que se importa com todos eles, o que aumenta o engajamento e satisfação.

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