O mercado de construção civil está aquecido. Veja alguns dados recentes do setor:

  • Até outubro, mais de 81 mil unidades foram lançadas. O volume foi 6,8% superior ao registrado no mesmo período de 2018.
  • As vendas de novas unidades cresceram 9,8% em comparação com o ano anterior, segundo a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).
  • Só no mês de outubro, mais de  3 mil novas unidades residenciais foram vendidas – 23,2% a mais que o mesmo mês de 2018.

Os efeitos são sentidos na bolsa de valores. Segundo dados da Economática e do jornal O Estado de S. Paulo, o setor de construção foi o que teve maior retorno (105,8%) na bolsa no ano passado. Os papéis superaram os setores do petróleo e gás (66%), energia elétrica (51%), comércio (40,5%) e intermediários financeiros (20%).

Surfando a onda

Para 2020, a previsão é que ao menos cinco construtoras residenciais façam ofertas iniciais de ações na bolsa de valores. Juntas, devem movimentar R$ 5 bilhões. As companhias buscam musculatura para acelerarem seus lançamentos.

Em 2020, as construtoras Moura Dubeux e Mit, puxadas pelos juros mais baixos que facilitam financiamentos, já pediram registro para realizarem oferta de ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Um passo antes, e no mesmo caminho, estão Kallas, Cury e You,Inc. As empresas já contrataram sindicatos de bancos contratados para coordenar os processos esperados para o segundo semestre.

A última vez que uma construtora estreou na Bolsa foi em 2009, quando a Direcional abriu capital.

É hora de investir no setor?  É preciso cautela. O cenário é positivo, mas especialistas alertam que muitas das ações de construção podem já ter atingido seu preço de equilíbrio. Na visão do coordenador do laboratório de finanças do Insper, Michel Viriato, “para quem está começando no mercado é sempre melhor acessar esses ativos por meio de fundos”.

(Com Estadão Conteúdo)

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