Um relacionamento consensual com uma funcionária custou o emprego ao CEO do McDonald’s, o executivo britânico Steve Easterbrook. A maior rede de fast food do mundo divulgou um comunicado neste domingo (dia 3) sobre o afastamento de Easterbrook em decisão tomada pelo seu conselho de administração.

Easterbrook será substituído pelo CEO do McDonald’s nos Estados Unidos, Chris Kempczinski.

O que houve exatamente? Segundo a nota do McDonald’s, Easterbrook violou a política da empresa ao se envolver de forma consensual com uma funcionária, cujo nome não foi revelado. A rede de lanchonetes afirmou que o executivo demonstrou “pouco discernimento” (poor judgement) no episódio.

As normas da empresa proíbem que executivos em cargos de gerência se envolvam com funcionários, sejam eles subordinados diretos ou não.

A demissão não pode ter tido relação com resultados operacionais ou financeiros da rede? No comunicado ao mercado, o McDonald’s nega que essa tenha sido parte da motivação.

A versão da companhia é de certa forma corroborada pela escolha do sucessor: Kempczinski foi levado para a rede justamente por Easterbrook. O novo CEO fez questão de reconhecer o trabalho feito até agora, dizendo que o ex-presidente foi um mentor para ele e que a estratégia para o crescimento será mantida.

A demissão não foi exagerada? Pelos padrões mais rígidos americanos, não. O movimento #metoo (#eutambém) reforçou a preocupação de empresas americanas com o assédio no ambiente de trabalho.

No ano passado, o então CEO da Intel, Brian Krzanich, pediu demissão depois que uma investigação descobriu que ele teve uma relação consensual com uma funcionária e que isso violou as normas da empresa.

O ex-CEO do McDonald’s, o britânico Steve Easterbrook
Crédito: Shannon Stapleton/Reuters

Há quanto tempo Easterbrook estava no cargo? O executivo britânico ocupava o cargo de CEO mundial do McDonald’s há quatro anos e meio, desde março de 2015. Era a sua segunda passagem pela companhia. Ele trabalhou na rede entre 1993 e 2011, ficou fora por dois anos e retornou em 2013.

O executivo se manifestou? Sim. Em e-mail enviado aos funcionários, Easterbrook, 52 anos, que é divorciado, reconheceu o relacionamento e disse que errou. “Dados os valores da companhia, eu concordo com o conselho de que é hora de seguir em frente”, escreveu.

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