Não é a primeira vez que comentários de analistas levaram líderes de empresas a pedirem desculpas aos reguladores alemães. O ultimo pedido foi feito pelo CEO do Deutsche Bank, Christian Sewing.

Nesta semana, uma unidade de pesquisa do grupo publicou uma crítica forte, assinada pelo analista Jan Schildbach, em que ele questionou as qualificações dos órgãos reguladores e o sistema de pensões apoiado pelo governo, que chamou de falido.

Sewing entrou em contato com o Ministério da Economia alemão e o principal órgão regulador do país para se desculpar depois. O executivo afirmou que está “na mesma página” que o ministério quando o assunto é a união bancária da Europa.

Este não foi o primeiro episódio em que as empresas precisaram se desculpar por análises de funcionários. Em 2019, o UBS Group afastou temporariamente seu economista-chefe por causa de comentários que fez sobre a carne suína da China. Em 2010, o JP Morgan se desculpou depois que um economista sênior afirmou que senadores dos Estados Unidos mostraram ignorância sobre economia de mercado.

O Commerzbank AG retirou uma nota feita por uma analista da Wirecard em 2019, depois que ela afirmou que reportagens sobre a empresa escritas pelo Financial Times eram “notícias falsas”.

As consequências para os analistas envolvidos variam. Paul Donovan, do UBS, voltou ao trabalho depois de mais de três meses de licença. O analista do JPMorgan James Glassman emitiu um pedido de desculpas e chamou suas ações de “estúpidas”. O analista do Wirecard do Commerzbank, Heike Pauls, foi inicialmente demitido depois uma investigação interna sobre o assunto, mas foi reintegrado ao time por uma decisão da justiça.

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