Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) estimou impacto total da crise hídrica no segundo semestre entre 150 milhões e 180 milhões de reais no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), informou a empresa controlada pelo conglomerado Votorantim nesta quinta-feira.

Para 2022, a companhia afirmou que tem “um excedente de lastro de energia ainda não vendido para lidar, se for o caso, com um cenário de geração hídrica tão crítico quanto 2021”.

A empresa afirmou em fato relevante ao mercado que decidiu aderir ao programa governamental de redução voluntária de demanda de energia elétrica. O programa é uma das medidas em curso pelo governo para garantir o abastecimento de eletricidade do país, diante da maior crise hídrica nas hidrelétricas em mais de 90 anos.

“A participação no programa não impactará a produção de alumínio da CBA tendo em vista que a CBA realizará apenas um deslocamento da demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN) durante as horas do dia conforme grade horária definida pelo Operador Nacional do Sistema (ONS)”, disse a empresa.

A CBA informou que seu consumo de energia elétrica é mantido com geração própria 100% renovável em adição a contratos de compra de energia.

Para o segundo semestre, a companhia espera manutenção do consumo de energia na produção de alumínio em torno de 700 MW médios, o que gerou a necessidade de compra de energia elétrica pela redução de geração própria.

Até o momento, a CBA adquiriu 76 MWm por um preço médio de 418 reais/MWh e para os próximos meses espera comprar de 30 a 40 MWm, a depender dos efeitos da hidrologia crítica no GSF (risco hidrológico) e do nível dos reservatórios na produção do seu parque hidrelétrico. Esse volume ainda exposto representa cerca de 5% do consumo esperado para o período.

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