O imbróglio sobre a fábrica de caminhões da Ford em São Bernardo do Campo (SP) deu um passo para um final feliz nesta terça-feira (3). O grupo brasileiro Caoa anunciou a intenção de adquirir a unidade e assumir a operação, evitando seu fechamento.

Ao 6 Minutos, o Governo de São Paulo informa que a empresa assumiu o compromisso de recontratar 850 funcionários, sendo 750 pessoas que atuam em funções da linha de produção. O negócio foi fechado por intermediação do governador João Doria (PSDB) e anunciado em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes.

Na foto, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo; Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do conselho do Grupo Caoa; o governador de São Paulo, João Doria; Lyle Watters, presidente para a América do Sul da Ford. Crédito: Secom/Governo de São Paulo

O negócio já está 100% fechado? Quanto a Caoa vai pagar? Segundo Doria, durante entrevista coletiva, se inicia um prazo de 30 a 45 dias em que o comprador fará diligências de análise na planta fabril, quando também será definido o valor final do negócio. Portanto, trata-se ainda de uma intenção de compra, que pode eventualmente não se confirmar.

O que a Caoa vai produzir em São Bernardo? O grupo vai manter a produção de caminhões. Presidente do Conselho de Administração da empresa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade ressaltou o fato de já ser um dos principais parceiros comerciais da Ford no Brasil, o que poderia permitir a continuidade da produção da marca.

No segmento, a Caoa já trabalha no país com caminhões da coreana Hyundai.

Segundo o empresário, o grupo está em negociação com outra marca para utilizar parte do espaço da fábrica na região metropolitana de São Paulo para a produção também de um automóvel. Andrade não revelou o potencial parceiro, mas disse que o negócio está avançado.

A empresa recebeu alguma vantagem para comprar a fábrica? Ao menos segundo as autoridades que participaram do evento desta terça, não. O presidente do conselho da Caoa negou qualquer financiamento por parte do BNDES.

O governador Doria afirmou que o benefício a que a empresa pode recorrer, se quiser, é a adesão ao IncentivAuto, programa que oferece 25% de desconto no ICMS às montadoras. A Caoa, no entanto, precisaria cumprir os requisitos do programa, que são o investimento de R$ 1 bilhão e a geração de 400 novos empregos diretos.

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), afirmou que o único benefício ao qual a Caoa pode aderir é o que já está previsto na legislação municipal, relacionado a descontos no IPTU.

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