O Brasil pediu a autoridades chinesas para que apresentem os resultados dos testes laboratoriais que detectaram traços do novo coronavírus em asas de frango exportadas pelo país, indicou um comunicado enviado à Reuters pelo Ministério da Agricultura nesta quarta-feira.

A solicitação foi realizada durante uma reunião na cidade de Shenzhen, na província de Guangdong, onde adidos agrícolas brasileiros se encontraram com autoridades sanitárias e comerciais locais, disse a nota.

Em resposta, de acordo com o comunicado, o lado chinês informou que os laudos dos testes estão sob responsabilidade de autoridades sanitárias de Guangdong, que não participaram da reunião.

O Brasil afirmou que dará continuidade às gestões nos níveis municipais, provinciais e centrais da China para obter os laudos dos testes, além de outras informações relevantes para o caso.

As alegações de contaminação referem-se a asas de frango produzidas no estabelecimento brasileiro registrado com o número 601 no SIF, segundo o comunicado.

A Aurora, empresa que opera a unidade no Sul do Brasil, suspendeu de forma voluntária as exportações de carnes de aves para a China a partir de 20 de agosto, enquanto aguarda mais informações sobre a suposta contaminação.

De acordo com o governo brasileiro, as autoridades chinesas que participaram da reunião disseram que três amostras testaram positivo para o novo coronavírus: uma coletada em asas de frango e duas coletadas na embalagem dos produtos, provenientes da fábrica da Aurora em Xaxim (SC).

“No entanto, autoridades sanitárias de Shenzhen não souberam informar se os achados se referiam apenas à detecção do material genético do vírus ou ao vírus ativo, nem foram capazes de dar mais informações sobre o suposto achado”, disse o comunicado do ministério.

A suposta contaminação fez com que as Filipinas impusessem uma proibição temporária às importações de carne de frango do Brasil, enquanto Hong Kong interrompeu as compras da unidade da Aurora em Xaxim.

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